
A Polícia Federal prevê entregar no início de novembro ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, um relatório com as referências a ministros da Corte encontradas nas provas da investigação sobre o Banco Master. A expectativa é que o documento seja encaminhado nas próximas semanas, em meio ao impasse que atingiu o andamento do caso.
O encaminhamento foi discutido nesta terça-feira (13), em reunião entre Fachin e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. A orientação do presidente do Supremo é que a corporação identifique os ministros mencionados e descreva o contexto das informações, sem transformar esse levantamento em uma investigação formal contra as autoridades submetidas à competência do plenário.
As provas já revelaram referências a seis ministros do STF no caso Master: Alexandre de Moraes, Nunes Marques, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e André Mendonça, relator da investigação. A presença de um nome no material apreendido, porém, não demonstra por si só participação em irregularidades.

A crise se aprofundou em setembro, quando Mendonça tornou pública uma informação da PF sobre possíveis mensagens entre Daniel Vorcaro, fundador do Master, e Moraes. Segundo a corporação, os textos estavam no bloco de notas do celular do banqueiro e teriam sido enviados como imagens de visualização única. O Supremo ainda enfrenta um impasse sobre o pedido de anulação do relatório policial e a solicitação de Moraes para investigar Mendonça por abuso de autoridade.
Enquanto isso, decisões sobre novas etapas da apuração e pedidos de liberdade permanecem pendentes. Entre os investigados que aguardam uma posição estão Daniel Vorcaro, seu pai, Henrique Vorcaro, seu primo Felipe Vorcaro, o cunhado Fabiano Zettel e o ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa. Mendonça interrompeu as decisões após um pedido de Fachin.