O que o Gemini pensa da ideia de Trump sobre super-inteligência. Por Moisés Mendes

Imagem de divulgação do Gemini

Se depender do Gemini, a inteligência artificial do Google, Trump vai fracassar na tentativa de redefinir a IA como super-inteligência, como defendeu agora na ONU.

Perguntei ao Gemini se ele concordava com a tese de Trump, e a resposta inclui até uma observação de que Trump faz marketing por temer a China.

Vejam a pergunta (Trump diz agora na ONU que a IA deve ser chamada na verdade de super-inteligência. Você concorda?) e a resposta:

“A proposta do presidente americano Donald Trump de redefinir o termo “inteligência artificial” para “super-inteligência” (ou Super Intelligence) reflete mais uma estratégia de retórica política e posicionamento de mercado do que a realidade técnica atual da tecnologia.

Donald Trump na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Foto: reuters

Analisando sob uma perspectiva técnica e consensual da ciência da computação, os dois termos possuem significados distintos:
Diferenças Técnicas
• Inteligência Artificial (IA): É o termo técnico consagrado há décadas que engloba sistemas capazes de realizar tarefas específicas (como analisar dados, processar linguagem natural ou gerar imagens) de forma automatizada. A tecnologia atual, embora avançada, ainda é classificada como IA Estreita (Narrow AI). [1]
• Superinteligência (ASI): Na ciência da computação e na filosofia da tecnologia, a Superinteligência Artificial refere-se a um cenário futuro hipotético onde uma máquina supera significativamente a inteligência humana em absolutamente todas as áreas (criatividade, sabedoria, habilidades sociais e tomada de decisões).

O Contexto da Declaração
A insistência de Trump em trocar a nomenclatura — tendo inclusive aberto enquetes públicas e defendido o termo sob a justificativa de que “inteligência artificial” é uma expressão “pouco eloquente” — alinha-se à sua postura de acelerar o desenvolvimento tecnológico dos Estados Unidos a todo custo. Ao rebatizar a tecnologia de “super-inteligência”, a narrativa foca no poder e na liderança geopolítica americana, minimizando os alertas da própria ONU e de cientistas sobre os riscos éticos e existenciais de sistemas autônomos.

Conclusão: Tecnicamente, chamar toda e qualquer Inteligência Artificial atual de “super-inteligência” é conceitualmente incorreto e precoce. Trata-se de uma jogada de marketing político e comercial para enfatizar o poderio tecnológico e a soberania americana frente a concorrentes como a China”.

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