
A economista Daniella Marques, porta-voz econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), é cotada para comandar um ministério social ampliado caso o senador vença o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, segundo a Folha de S.Paulo. A estrutura poderá reunir também as políticas para mulheres e, em discussão na equipe, parte das obras federais.
A indicação tiraria Marques da disputa pelo Ministério da Fazenda, uma das áreas mais cobiçadas por aliados de Flávio. Pessoas que trabalham na campanha afirmam que ela passou a avaliar a área social como um caminho possível e um desafio em um eventual governo.
Marques presidiu a Caixa Econômica Federal no último ano do governo de Jair Bolsonaro (PL), período em que se aproximou de programas sociais e de pautas voltadas às mulheres. Ela ganhou espaço ao lado de Flávio depois das críticas públicas de Michelle Bolsonaro ao enteado, em junho.
No cotidiano da campanha, Adolfo Sachsida assumiu as discussões econômicas. Ex-secretário de Política Econômica e ex-ministro de Minas e Energia de Jair Bolsonaro, Sachsida também aparece nas conversas sobre a formação de uma equipe em caso de vitória eleitoral.

Fundo com ativos da União está entre propostas discutidas
Em entrevista recente ao videocast “C-Level Entrevista”, Marques disse que a equipe estuda criar um fundo formado por imóveis da União para financiar programas sociais, enfrentar o endividamento e ampliar a inclusão de famílias de baixa renda.
A proposta também prevê créditos da dívida ativa, empresas estatais, contratos de petróleo que a União poderia antecipar e outros recebíveis públicos. “São mais de R$ 5 trilhões em ativos”, afirmou Marques, ao defender que um terço da realização desses bens sirva como motor de ascensão das famílias.
O desenho retoma uma ideia semelhante ao Fundo Brasil, apresentado pelo ex-ministro da Economia Paulo Guedes. O plano previa usar receitas de privatizações e dividendos de estatais para pagar um dividendo social a beneficiários de programas de transferência de renda e reduzir a dívida pública, mas não avançou.
Para a Fazenda, circulam os nomes do financista Marcelo Kayath, do ex-secretário do Tesouro Mansueto Almeida, do economista Alexandre Bettamio e do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. A campanha de Flávio não respondeu sobre possíveis indicações nem comentou a possibilidade de Daniella Marques assumir a área social.