
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, não destinou recursos do fundo eleitoral da sigla para a campanha de Fernando Francischini a deputado federal pelo Paraná. O ex-deputado disputa a eleição pelo próprio partido, mas ficou com o caixa zerado pela direção nacional.
Integrantes do PL atribuem a decisão a uma mágoa que Valdemar mantém há 15 anos, segundo a coluna de Bela Megale no jornal O Globo. O atrito remonta à atuação de Francischini em um processo contra o dirigente partidário no Conselho de Ética da Câmara.
Em 2011, Francischini relatou o processo envolvendo Valdemar e o Ministério dos Transportes. Ele votou pela cassação do então deputado, mas a Câmara arquivou a ação.
Após o arquivamento, Francischini protestou no plenário da Câmara com uma vassoura nas mãos. O episódio passou a ser apontado como a origem da resistência de Valdemar ao candidato no Paraná.

Intervenção de Moro e Marinho evitou retirada da legenda
Em agosto, Valdemar avisou Francischini que pretendia retirar a legenda de sua candidatura. Os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Sergio Moro (PL-PR), candidato do partido ao governo paranaense, convenceram o presidente do PL a recuar.
Francischini perdeu o mandato em 2021 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o condenou por divulgar notícias falsas contra o sistema eletrônico de votação. A decisão também o tornou inelegível.
Alterações aprovadas pelo Congresso permitiram que o ex-deputado voltasse a concorrer. Pesquisas o colocam entre os três candidatos do PL mais bem posicionados na disputa por vagas na Câmara no Paraná, ao lado de Rosângela Moro e Sargento Fahur.
Lideranças do PL no estado articularam a filiação de Francischini com a expectativa de repetir o desempenho de 2018, quando ele obteve a maior votação para deputado no Paraná. Valdemar e Francischini não responderam aos contatos da coluna.