Naufrágio deixa 109 migrantes mortos e mais de 116 desaparecidos no nordeste da África

Embarcação usada por migrantes em travessia marítima
Embarcação navega nas proximidades de Obock, às margens do golfo de Tadjoura (Djibuti, África). Foto: Jihed Abidellaoui /Reuters

Um naufrágio na costa do Djibuti matou ao menos 109 migrantes, entre eles 15 crianças, e deixou mais de 116 desaparecidos. A embarcação transportava 305 pessoas e seguia para o Iêmen quando virou perto de Guhere, ao norte de Obock. Com informações de CNN.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou no domingo (11) que mais de 80 pessoas sobreviveram. Todos os sobreviventes identificados pela entidade são etíopes.

Os relatos dos sobreviventes indicam que o barco saiu do Djibuti na madrugada de sexta-feira (9). O acidente ocorreu durante a noite entre os dias 8 e 9, em uma área próxima à cidade de Obock.

Entre os corpos recuperados, há 52 homens, 42 mulheres, nove meninas e seis meninos. As autoridades djibutianas mantêm as buscas diante do número de pessoas que ainda não foram localizadas.

Sobreviventes recebem atendimento em Obock

Mapa do Djibouti. Fonte: Reprodução/CIA.gov

A OIM atende 64 sobreviventes no Centro de Resposta a Migrantes de Obock. A assistência inclui cuidados médicos, apoio psicossocial, serviços de proteção, abrigo temporário, alimentação e ajuda para restabelecer o contato com familiares.

Alexandre Coissac, chefe da missão da OIM no Djibuti, classificou o episódio como uma tragédia. “Esta é uma perda devastadora de vidas. Nossos pensamentos estão com os sobreviventes e com as famílias que perderam entes queridos ou continuam sem notícias de seus parentes”, afirmou.

As equipes locais também prestam atendimento médico aos resgatados e organizam sepultamentos para as vítimas. A OIM atua com as autoridades do país nas operações de resposta emergencial e busca e resgate.

O Djibuti integra a chamada Rota Oriental, usada por migrantes do Chifre da África que atravessam o estreito de Bab el-Mandeb em direção ao Iêmen, com a expectativa de alcançar países do Golfo. A OIM registrou mais de 900 mortos ou desaparecidos nessa rota em 2025 e defendeu a ampliação de caminhos migratórios seguros.

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