Campanha do Presidente Lula acusa plataformas de limitar a circulação de conteúdos e favorecer Flávio Bolsonaro; empresa nega tratamento desigual e atribui problemas a falhas técnicas.
Da Redação
A Meta, empresa responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, reconheceu a ocorrência de problemas técnicos que afetaram o alcance de publicações relacionadas à campanha do Presidente Lula (PT). A manifestação ocorreu após a equipe petista denunciar possíveis restrições na distribuição de conteúdos e questionar o funcionamento dos sistemas da empresa durante a disputa presidencial. A Meta nega favorecer o candidato Flávio Bolsonaro (PL) e afirma que os problemas não atingiram exclusivamente o Brasil ou contas específicas.
A campanha de Lula afirma que enfrentou dificuldades para impulsionar publicações e identificou alterações na distribuição de vídeos e no registro de visualizações. A equipe também suspeita que o funcionamento dos algoritmos esteja prejudicando a circulação de conteúdos favoráveis ao presidente em comparação com os materiais publicados pelo adversário.
TSE cobra explicações da empresa
Diante das denúncias, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu prazo de 48 horas para que a Meta esclareça possíveis restrições aplicadas aos perfis oficiais de Lula e a contas relacionadas à campanha. A determinação inclui informações sobre redução de alcance, limitações de recomendação, bloqueios geográficos, métricas de visualização e desativação de contas de publicidade.
A empresa deverá apresentar dados técnicos que permitam avaliar o que ocorreu e se houve tratamento desigual entre candidaturas. A campanha petista sustenta que a falta de explicações satisfatórias sobre os problemas pode comprometer o equilíbrio da disputa eleitoral.
Meta nega favorecimento eleitoral
Em manifestação pública, a Meta classificou como falsas as acusações de favorecimento a Flávio Bolsonaro e afirmou que cumpre as regras eleitorais, comprometendo-se com a igualdade de tratamento entre os candidatos. A empresa atribuiu os episódios a problemas técnicos e declarou que eles não foram exclusivos de contas brasileiras ou de uma candidatura específica.
A controvérsia amplia o debate sobre a transparência dos algoritmos e o poder das grandes plataformas digitais durante as eleições. A investigação do TSE deverá esclarecer se as falhas relatadas tiveram causas técnicas gerais ou se houve restrições específicas capazes de afetar a distribuição de conteúdo político.
Até que a empresa apresente os dados solicitados e a Justiça Eleitoral avalie as informações, as acusações de interferência na campanha permanecem sob apuração.