
A Band decidiu manter o debate marcado para domingo (18), com a participação apenas do presidente Lula (PT), após Flávio Bolsonaro (PL) anunciar que não irá ao encontro. Segundo a coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, o púlpito reservado ao senador ficará vazio durante a transmissão.
Em vídeo encaminhado à emissora nesta terça-feira (13), Lula confirmou sua presença e cobrou a participação do adversário para que os eleitores possam comparar as candidaturas e seus programas. “Eu espero que meu adversário compareça”, afirmou. “Eu estarei lá”, garantiu o presidente.
Camilo Santana, coordenador da campanha de Lula, também confirmou a participação do petista. Questionado sobre a ausência de Flávio Bolsonaro, respondeu que “o importante é que o presidente vai”. O ex-ministro disse esperar que o senador compareça para confrontar ideias e apresentar as diferenças entre os projetos em disputa.
Durante uma agenda em São Paulo, Flávio Bolsonaro afirmou que não está prevista sua participação no debate da Band. O senador acrescentou que sua equipe ainda avaliará a presença no encontro da TV Globo, marcado para 23 de outubro, dois dias antes da votação.
Flávio Bolsonaro diz que não vai ao debate da Band e que avalia ida ao debate da Globo pic.twitter.com/a6vYNphIvD
— Sam Pancher (@SamPancher) October 13, 2026
Uma semana antes do segundo turno, a transmissão da Band está prevista para as 20h do dia 18. A programação anunciada pela emissora inclui exibição na televisão, nas rádios do grupo e nas plataformas digitais.
No início do segundo turno, aliados de Flávio Bolsonaro recomendaram que ele evitasse uma sequência de debates com Lula. Parte do grupo defendia a participação apenas no encontro da TV Globo, enquanto outros aconselhavam o senador a recusar todos os confrontos.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro desistiu do debate da Globo após a inclusão de Renan Santos, determinada pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Malu Gaspar, na GloboNews, o senador havia condicionado sua presença à ausência do candidato do Missão. Na mesma ocasião, a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a exibição do púlpito vazio de Lula e perguntas dirigidas ao presidente ausente.