Mendonça desafia PGR e quer levar caso Moraes-Vorcaro ao plenário do STF

Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal
André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal. Foto: Reprodução

O ministro André Mendonça deve insistir para que o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) analise o relatório da Polícia Federal que cita o ministro Alexandre de Moraes em conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A iniciativa deve avançar mesmo após a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedir o arquivamento da apuração. Com informações de Ana Flor, no g1.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, assinou a manifestação que defende a nulidade da investigação conduzida sob relatoria de Mendonça. Gonet também aparece nas conversas reunidas pela Polícia Federal.

O relatório contém uma troca de mensagens que indica que Moraes discutiu com Vorcaro a possibilidade de a Polícia Federal deflagrar uma operação que teria o então banqueiro como alvo. Os diálogos chegaram ao STF e Mendonça retirou o sigilo do material.

A Polícia Federal também apontou mensagens e encontros entre Moraes e Vorcaro desde 2024. O documento inclui informações sobre contratos entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro.

O PGR Paulo Gonet

Pedido de Mendonça prevê decisão dos ministros do STF

Mendonça já havia solicitado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, o envio do caso ao plenário. A corte deverá decidir se autoriza ou não a abertura de uma investigação a partir dos elementos reunidos pela Polícia Federal.

A manifestação da PGR, apresentada na terça-feira (1), sustenta que a apuração que apontou a relação entre Moraes e Vorcaro é nula. O pedido do órgão contraria a iniciativa de submeter o conteúdo ao conjunto dos ministros.

Vorcaro trocou mensagens com Moraes em período anterior à prisão do ex-banqueiro, conforme o relatório policial. Uma das conversas trata da eventual ação da PF, enquanto os documentos também registram contatos pessoais entre os dois.

Com a avaliação no plenário, os ministros poderão examinar as informações da PF e a posição da PGR antes de definir se haverá investigação sobre os fatos relacionados a Moraes, Vorcaro e os contratos mencionados no relatório.

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