Juros apertam o cerco

Com a Selic em 14%, famílias e empresas continuam espremidas pelo crédito caro. O BC aponta endividamento e comprometimento da renda em níveis historicamente elevados, enquanto crescem a inadimplência e as despesas financeiras das companhias. O Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) avalia que o risco no crédito empresarial continuará elevado.  No centro desse tabuleiro está Gabriel Galípolo (foto: Saulo Cruz/ Agência Senado), que já sente o desconforto político provocado pelos juros: o presidente Lula chegou a negar que o tenha chamado de “traidor” e reafirmou sua competência, mas não esconde a irritação com a Selic. Agora, Galípolo terá de escolher entre começar a aliviar o torniquete ou manter a guarda contra a inflação. O BC prepara medidas para fortalecer o sistema e tornar a oferta de crédito mais sustentável. Juros altos combatem a inflação, mas a conta chega antes — e costuma bater à porta de quem deve. 

Artigo Anterior

Motoryn: “Após tarifaço, segunda interferência eleitoral é a atuação de André Mendonça”

Próximo Artigo

Delator confirma que dinheiro de Vorcaro bancou fundo ligado a aliado de Eduardo

Escrever um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter por e-mail para receber as últimas publicações diretamente na sua caixa de entrada.
Não enviaremos spam!