JOGO ABERTO

*Católico praticante, o vice-presidente Geraldo Alckmin (foto: Cadu Gomes/VPR) confirmou presença na missa solene em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, na manhã da segunda-feira, 12, no Santuário Nacional de Aparecida (SP). Como manda a tradição, Alckmin deverá estar acompanhado da vice-primeira-dama Lu Alckmin. Nossa Senhora Aparecida acabou fazendo parte da campanha presidencial de 2026, após boato que se espalhou pelo Brasil de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), caso fosse eleito, tiraria o título da santa de padroeira do Brasil. Alckimin, inclusive, publicou um vídeo que ganhou repercussão, defendendo o respeito às religiões e a preservação das tradições católicas. Outro que confirmou que participará de missa em homenagem à padroeira, na segunda-feira, é o candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar (PL-AL). Só não confirmou se será em Aparecida do Norte. “Irei à missa, mas não sei se em Aparecida ou em outro local”, disse Gaspar.

*Passada a votação do primeiro turno, começou dentro do PT a lavagem de roupa suja. Primeiro aconteceu com a ex-ministra Katia Abreu censurando a participação da primeira-dama Janja da Silva na campanha e com o presidente Lula responsabilizando o presidente nacional do PT, Edinho Silva, pela desorganização da campanha. Até o presidente não tem escapado das críticas pelo resultado das urnas, ao ponto de um militante ligado a Edinho afirmar que “Lula achava que nada ameaçava a reeleição, a ficha só caiu quando viu na TV que estava perdendo”. Petistas chegam também a apontar um diferencial de Flávio Bolsonaro. Para eles, o candidato do PL é quem soube garantir no 2º turno o apoio de candidatos que foram eliminados da disputa no 1º turno, um diferencial que Lula não tem. E o cenário continua adverso para o presidente Lula.

*Surfando na onda reformista no Poder Judiciário que vem dominando os discursos, a OAB nacional pretende apresentar ao Congresso Nacional proposta para estabelecimento de mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os pontos principais, estaria o prazo definido para os mandatos e a proibição da recondução de ministros. A Ordem também pretende restringir decisões monocráticas e estabelecer regras para prevenir conflitos de interesse. Atualmente, os ministros não têm mandato definido, mas permanecem no cargo até a aposentadoria compulsória, aos 75 anos. A instituição de mandatos para ministros implicaria em mudanças na Constituição Federal. As propostas foram aprovadas pelo Conselho Pleno da OAB e estão sendo discutidas em todo o País. Segundo o presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, as propostas ” não surgem de circunstâncias pontuais. Elas representam bandeiras históricas da advocacia brasileira, construídas ao longo de décadas de compromisso com a Constituição, com a cidadania e com a democracia.”

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