
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (02) que ele e aliados pediram ao governo dos Estados Unidos a retomada das sanções da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele relatou a iniciativa em entrevista ao UOL News.
A divulgação de novas conversas e mensagens trocadas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, motivou o pedido. O conteúdo tornou-se alvo de discussões sobre a relação entre o ministro e o empresário.
Eduardo alegou que as novas informações indicam uma relação financeira envolvendo Moraes e seus familiares, além de pedidos de “proteção” dirigidos a outras autoridades. A fonte não apresentou uma resposta do ministro a essas acusações.
“O nosso trabalho aqui [nos EUA] é dar a nossa opinião quando somos consultados. Então, por óbvio, sou entusiasta do retorno da Lei Magnitsky, porque vejo abusos de direitos humanos”, disse o ex-deputado.
Retorno da Magnitsky? As repercussões deste escândalo envolvendo Moraes só estão começando. pic.twitter.com/F6BSEkSWmz
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) September 1, 2026
Histórico das sanções dos EUA contra Moraes
Eduardo afirmou que não existe prazo para uma eventual decisão dos Estados Unidos. A aplicação das medidas depende do presidente Donald Trump e de avaliações internas do governo estadunidense.
“A Lei Magnitsky não é um ato ilícito. É uma lei americana feita para isso e fica à conveniência do presidente da República, ouvindo os seus secretários do Tesouro e de Estado”, declarou Eduardo.
O governo estadunidense incluiu Moraes na lista de sancionados em julho de 2025. Na ocasião, a Casa Branca acusou o ministro de violar direitos humanos por sua atuação no processo sobre a trama golpista que levou à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em dezembro de 2025, os Estados Unidos retiraram Moraes e a mulher dele, Viviane Barci de Moraes, da lista de pessoas submetidas às sanções da Lei Magnitsky.