
Se depender do Gemini, a inteligência artificial do Google, Trump vai fracassar na tentativa de redefinir a IA como super-inteligência, como defendeu agora na ONU.
Perguntei ao Gemini se ele concordava com a tese de Trump, e a resposta inclui até uma observação de que Trump faz marketing por temer a China.
Vejam a pergunta (Trump diz agora na ONU que a IA deve ser chamada na verdade de super-inteligência. Você concorda?) e a resposta:
“A proposta do presidente americano Donald Trump de redefinir o termo “inteligência artificial” para “super-inteligência” (ou Super Intelligence) reflete mais uma estratégia de retórica política e posicionamento de mercado do que a realidade técnica atual da tecnologia.
Trump tells the UN he is officially changing the name of Artificial Intelligence to “Super Intelligence” and says all US government documents will now be changed to refer to “SI” pic.twitter.com/LEWbc5tn3B
— Aaron Rupar (@atrupar) September 22, 2026
Analisando sob uma perspectiva técnica e consensual da ciência da computação, os dois termos possuem significados distintos:
Diferenças Técnicas
• Inteligência Artificial (IA): É o termo técnico consagrado há décadas que engloba sistemas capazes de realizar tarefas específicas (como analisar dados, processar linguagem natural ou gerar imagens) de forma automatizada. A tecnologia atual, embora avançada, ainda é classificada como IA Estreita (Narrow AI). [1]
• Superinteligência (ASI): Na ciência da computação e na filosofia da tecnologia, a Superinteligência Artificial refere-se a um cenário futuro hipotético onde uma máquina supera significativamente a inteligência humana em absolutamente todas as áreas (criatividade, sabedoria, habilidades sociais e tomada de decisões).
O Contexto da Declaração
A insistência de Trump em trocar a nomenclatura — tendo inclusive aberto enquetes públicas e defendido o termo sob a justificativa de que “inteligência artificial” é uma expressão “pouco eloquente” — alinha-se à sua postura de acelerar o desenvolvimento tecnológico dos Estados Unidos a todo custo. Ao rebatizar a tecnologia de “super-inteligência”, a narrativa foca no poder e na liderança geopolítica americana, minimizando os alertas da própria ONU e de cientistas sobre os riscos éticos e existenciais de sistemas autônomos.
Conclusão: Tecnicamente, chamar toda e qualquer Inteligência Artificial atual de “super-inteligência” é conceitualmente incorreto e precoce. Trata-se de uma jogada de marketing político e comercial para enfatizar o poderio tecnológico e a soberania americana frente a concorrentes como a China”.