Disputa de 2026 multiplica ações no TSE contra Lula e Flávio Bolsonaro em quase três vezes

Lula e Flávio Bolsonaro. Fotomontagem: Reprodução/Nelson Almeida e Brenno Carvalho

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu 698 processos envolvendo as candidaturas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) apenas no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. O total representa um recorde ao se considerar as duas últimas disputas pelo Palácio do Planalto. Com informações de O Globo.

O volume de ações já supera em quase três vezes o registrado em 2022 nas campanhas dos dois principais concorrentes à Presidência. O levantamento abrange processos levados à Corte Eleitoral pelas candidaturas de Lula e de Flávio Bolsonaro.

As disputas judiciais tratam de temas que vão da polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida às regras para o uso de inteligência artificial durante a campanha. Os casos colocaram a Justiça Eleitoral no centro de conflitos entre os adversários.

O número de 698 processos se refere exclusivamente ao primeiro turno. A marca indica uma escalada da busca pelo TSE para contestar atos, conteúdos e estratégias adotados na corrida eleitoral.

Especialistas apontam uso estratégico da Justiça Eleitoral

Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foto: Roberto Jayme/TSE

Especialistas ouvidos no levantamento avaliam que as campanhas presidenciais passaram a usar a Justiça Eleitoral como parte de sua estratégia no pleito. As representações permitem questionar publicamente peças de propaganda e condutas atribuídas ao adversário.

A discussão sobre inteligência artificial ganhou espaço entre os processos porque as ferramentas ampliaram a circulação de conteúdos digitais na disputa. A legislação eleitoral impõe limites para esse uso e prevê regras para a identificação de material manipulado ou criado com esses recursos.

A controvérsia envolvendo Nossa Senhora Aparecida também chegou ao ambiente eleitoral e integra o conjunto de assuntos submetidos ao TSE. Questões religiosas costumam exigir análise da Corte quando há alegação de uso eleitoral de símbolos ou manifestações de fé.

O TSE concentra as ações relacionadas à eleição presidencial e pode analisar pedidos de resposta, retirada de conteúdo, direito de propaganda e outras medidas previstas na legislação. O levantamento contabilizou os processos apresentados até o fim do primeiro turno.

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