Campanha de Lula divide propaganda entre esperança e ataques a Flávio Bolsonaro; entenda

Luiz Inácio Lula da Silva durante ato de campanha em Natal
Luiz Inácio Lula da Silva durante ato de campanha, em Natal (RN). Foto: Adriano Machado/Reuters

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja dividir a propaganda eleitoral do segundo turno em duas frentes: metade do tempo para propostas e mensagens de esperança, e a outra metade para críticas duras ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A estratégia busca reorganizar a comunicação petista na etapa final da disputa presidencial. Com informações de Folha de S.Paulo.

O modelo já apareceu no programa eleitoral exibido na sexta-feira (9), quando Lula combinou mensagens propositivas às denúncias públicas contra o adversário. A campanha pretende manter o presidente ao lado de jovens e associar sua imagem a expectativas de melhora nas condições de vida.

Aliados orientaram Lula a adotar um tom de maior humildade na propaganda e tratar dos problemas que afetam o cotidiano da população. O custo de vida alto figura entre os temas que o presidente deve abordar diretamente.

Ato na Av. Paulista em apoio ao presidente Lula. Foto: Reprodução/Ricardo Stuckert

A mensagem prevista pelo PT é que Lula reconhece as dificuldades, mas apresenta seu governo como capaz de reduzir preços e melhorar a renda da população. A campanha quer evitar uma comunicação que pareça distante da realidade econômica enfrentada pelos eleitores.

PT estuda retomar peça sobre bancos, bets e bilionários

Entre as peças em avaliação está uma versão atualizada da campanha sobre a chamada “taxação BBB”, referência a bancos, bets e bilionários. A propaganda do PT usou esse mote em 2025 e avalia recuperá-lo na reta final da eleição.

Na linha programática, os ataques a Flávio Bolsonaro devem abordar programas sociais e a proposta de fim da escala 6×1. A campanha de Lula pretende dizer que o adversário ameaça essas políticas e direitos defendidos pelo governo petista.

O outro eixo de críticas mira aspectos pessoais e políticos de Flávio Bolsonaro. A estratégia prevê associá-lo ao caso do Banco Master e a ameaças à democracia, temas que devem ganhar espaço nos programas eleitorais.

A campanha não descarta aumentar a carga negativa contra o senador caso considere necessário nos últimos dias antes da votação. A definição dependerá da evolução da disputa e da resposta do eleitorado às primeiras inserções do segundo turno.

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