
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, pediu à Polícia Federal a abertura de uma nova investigação para apurar o vazamento de informações sigilosas de investigações que envolvem o filho do presidente Lula. A notícia de fato cita Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu candidato a vice, Alfredo Gaspar, e o coordenador-geral da campanha presidencial, Rogério Marinho. Com informações do Globo.
O pedido, assinado pelos advogados Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida, sustenta que informações protegidas por segredo de Justiça vêm sendo divulgadas de forma “fracionada, recorrente e cronologicamente ajustada ao calendário eleitoral”. A defesa quer que a PF reconstrua a cadeia de custódia dos documentos e identifique quem teve acesso ao material em cada órgão.
Flávio, Gaspar e Marinho são mencionados porque, segundo os advogados, integrantes da atual campanha tiveram acesso institucional a parte dos elementos compartilhados com a CPI do INSS e teriam se beneficiado politicamente de sua divulgação. A própria petição ressalva, porém, que a menção aos três “não constitui prova de autoria” dos vazamentos.

Entre os episódios listados está o anúncio feito em 21 de julho de que a campanha de Flávio possuía diálogos entre Lulinha e a empresária Roberta Luchsinger. A defesa também cita uma petição apresentada por Rogério Marinho ao ministro André Mendonça em 6 de agosto, cujo conteúdo sigiloso teria chegado à imprensa no mesmo dia.
Outro ponto levantado são conversas extraídas do celular de Roberta e divulgadas em 17 de agosto, envolvendo Lulinha e Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula conhecido como Marcola. No dia seguinte, Alfredo Gaspar afirmou publicamente que Marcola acabaria preso. A defesa pede que a sequência seja examinada para verificar a origem dos documentos.
Já existem investigações no Supremo sobre vazamentos ligados ao mesmo conjunto de casos. Os advogados afirmam que o novo pedido não pretende duplicá-las, mas produzir um “mapa integral da custódia”, com registros de acesso na PF, no STF e na CPI do INSS e comparação entre as versões dos documentos mantidas em cada órgão.
A defesa pede ainda a identificação de agentes, delegados, peritos, servidores e assessores que tiveram contato com o material, além de registros de entrada na sala-cofre da CPI e perícia nos documentos divulgados. Também solicita o envio do caso ao procurador-geral Eleitoral para análise de eventual abuso de poder político e afirma que a apuração não deve buscar identificar jornalistas nem suas fontes.