A Campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ingressou com uma ação de investigação judicial eleitoral (Aije) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a cassação da chapa de Flávio Bolsonaro (PL) por uso do perfil no instagram de Pablo Marçal para disseminação de notícias falsas.
Na página, que tem mais de 14 milhões de seguidores, o ex-candidato a prefeito de São Paulo montou áudios de uma conversa entre Lula e Eduardo Paes, então prefeito do Rio, para induzir que o presidente não gosta de evangélicos.
Além da cassação da chapa presidencial e remoção dos perfis de Marçal, os advogados do PT pedem o bloqueio do B22token por abuso de poder econômico. O site dá criptomoedas para usuários que compartilharem a mensagem B22 e conteúdos como vídeos que incentivam o voto no filho 01 de Jair Bolsonaro.
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Marçal foi incorporado à campanha de Flávio no dia 29 do mês passado durante encontro com lutadores de jiu-jitsu em São Paulo.
“Está aqui do meu lado, o Pablo Marçal. Tivemos uma boa conversa hoje”, disse Flávio. “Eu estou integrando a equipe com muita honra, confio no Flávio”, responde Marçal. “Seja bem-vindo ao time do 22, Pablo Marçal”, disse o candidato.
Questionado sobre a ação do PT, o candidato do PL disse que Marçal é apenas um apoiador.
“As estratégias adotadas e que são combatidas na ação são uma repetição daquilo que Pablo Marçal já fez na eleição 2024: utilização de ampla penetração nas redes sociais para disseminar desinformação e deep fakes”, diz o advogado Michel Bertoni Soares, um dos autores da ação.
“Desde a sua entrada na campanha, há cerca de uma semana, já foram distribuídas inúmeras representações por propaganda irregular promovida por ele. Sem falar no sistema de recompensas com criptomoedas, que se assemelha ao concurso de cortes da eleição 2024”, acrescenta.
“A atuação de Pablo Marçal, agora publicamente integrado à campanha, alcançou milhões de pessoas e apresenta potencial concreto de desequilibrar a disputa eleitoral”, diz a advogada Maíra Recchia.