Brasileiros denunciam golpe de R$ 168 mil com falsa regularização em Portugal

Print de whatsapp falando sobre o golpe em Portugal. Reprodução O Globo

Um grupo de 21 brasileiros denuncia ter perdido € 30 mil, equivalentes a cerca de R$ 168 mil, em falsas regularizações migratórias em Portugal. Uma suposta advogada cobrou pelos procedimentos, mas os agendamentos prometidos na agência de imigração não existiam. Com informações do Globo.

O cabeleireiro Diego, que pediu para ter o sobrenome preservado, contou que chegou ao país em abril e tentava obter uma data para iniciar o pedido de autorização de residência. A procura por documentação ocorre em um cenário de regras de imigração mais restritivas em Portugal. Sem conseguir o agendamento, ele conheceu a mulher, que prometia rapidez e se apresentou como funcionária da AIMA, a agência de imigração portuguesa.

Diego afirmou que ele e uma amiga fizeram pagamento em dinheiro porque não tinham conta bancária. Outros integrantes do grupo transferiram valores para cobrir honorários e taxas. Os pagamentos ocorreram antes da data marcada para o atendimento que, segundo os brasileiros, seria realizado em Sines, no Alentejo.

Alerta da comunidade brasileira em Portugal sobre o suposto golpe. Reprodução

Parte do grupo saiu de Lisboa para recolher dados biométricos na Associação de Cabo Verde em Sines. Ao chegar, os brasileiros descobriram que não havia atendimento reservado para eles. “Não tinha marcação nenhuma e ninguém conhecia a advogada”, relatou Diego.

Segundo o cabeleireiro, a mulher disse que não acompanharia o grupo porque o pai havia morrido e garantiu que uma chefe estaria no local para recebê-los. Ao ser questionada sobre o nome dessa pessoa, respondeu que não sabia. Os brasileiros afirmam que começaram a desconfiar depois de fazer os pagamentos, mas ainda viajaram até Sines para conferir a promessa.

Após a tentativa frustrada, o grupo voltou a Lisboa e foi à residência onde a mulher moraria, acionando a polícia. Ela não estava no imóvel; familiares disseram que teria ido para Angola. Diego contou que conhecia o endereço porque havia cortado o cabelo dela e de sua filha na casa. A informação sobre a viagem foi apresentada pelos familiares e não confirma, por si só, o paradeiro da mulher.

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