Aliado de Moraes, Gilmar recebe conselho para “largar a mão” do ministro

Os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, ambos do STF. Reprodução

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu o conselho de “largar a mão” do colega Alexandre de Moraes, conforme informou o colunista Lauro Jardim, de O Globo. A recomendação sugere pressão por um afastamento entre os dois magistrados, que mantêm convergências públicas em temas ligados à defesa da Corte e à tentativa de golpe de Estado. Com informações de Lauro Jardim, no Globo.

Gilmar vem defendendo Moraes em manifestações recentes e rejeitou a narrativa bolsonarista de que o ministro promoveria perseguição política. Moraes se tornou alvo frequente de bolsonaristas por conduzir inquéritos e processos que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados.

A proximidade entre os ministros ficou explícita em setembro de 2025, quando o governo de Donald Trump ampliou sanções contra familiares de Moraes. Gilmar prestou solidariedade ao colega e classificou as medidas como afronta à independência do Judiciário e à soberania brasileira.

Sanções dos Estados Unidos e contrato com o Banco Master

Na ocasião, Gilmar também elogiou a atuação de Moraes diante da ameaça golpista. O ministro do STF havia sofrido sanções financeiras impostas pelo governo dos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky, em julho de 2025.

Posteriormente, as punições alcançaram Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, e o Instituto Lex. Os Estados Unidos retiraram as sanções em 12 de dezembro de 2025.

Outra frente de pressão envolve o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, e um contrato com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes. Documentos divulgados no caso apontaram previsão de cerca de R$ 131 milhões ao longo de três anos por serviços jurídicos e de consultoria.

O valor previsto no contrato não representa, por si só, o total efetivamente recebido pelo escritório. A informação sobre o conselho a Gilmar Mendes surge enquanto a relação entre Moraes, o Banco Master e a banca de Viviane permanece sob escrutínio público.

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