Alemanha e Brasil firmam pacto de R$ 3 bilhões para o Fundo Clima

Na segunda-feira (20), os governos do Brasil e da Alemanha firmaram uma declaração conjunta, onde a Alemanha expressou sua intenção de investir até R$ 2,94 bilhões (500 milhões de euros) no Fundo Clima, através de seu banco de desenvolvimento KfW. Além disso, os países estabeleceram acordos para reforçar a colaboração bilateral nas áreas de economia circular e combate a crimes ambientais.

“A escolha do governo alemão de alocar cerca de R$ 3 bilhões no Fundo Clima é mais uma prova da confiança nos investimentos que o Brasil está realizando no contexto do Plano de Transformação Ecológica”, comentou o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco.

O ministro destacou que, nos últimos três anos, “aumentamos os investimentos anuais, que anteriormente eram em torno de R$ 400 milhões. Em 2026, alcançamos R$ 27 bilhões em orçamento para impulsionar iniciativas nas áreas de adensamento tecnológico, bioeconomia, transição energética, economia circular, além de nova indústria e infraestrutura resiliente para a adaptação às mudanças climáticas.”

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O Fundo Clima se configura como um dos mecanismos de implementação da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) e se tornou o principal fundo de investimento para a transformação ecológica no Brasil. Ele é gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que lidera seu Comitê Gestor.

A assinatura do documento ocorreu em Hannover, na Alemanha, em conjunto com as agendas oficiais do presidente Lula na cidade. Estiveram presentes os ministros Capobianco e Reem Alabali-Radovan, da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento da Alemanha, além de representantes do BNDES e KfW.

Economia circular e combate a crimes ambientais

No mesmo dia, foi assinado um ato que institui o Diálogo Brasil-Alemanha sobre Economia Circular e Eficiência de Recursos, juntamente com seu plano de ação. O intuito é fortalecer a troca bilateral sobre as políticas públicas necessárias para promover a economia circular, considerada por ambas as nações um instrumento crucial para apoiar o crescimento sustentável, a eficiência de recursos e o enfrentamento da mudança climática, da perda de biodiversidade e da poluição.

Outro acordo firmado entre os dois países estabelece a Declaração Conjunta sobre a Cooperação no Combate aos Crimes Ambientais. Com isso, Brasil e Alemanha reconhecem que crimes ambientais – como o tráfico ilegal de fauna e flora silvestres, resíduos, além de mineração e pesca ilegais – são uma grave e crescente forma de crime organizado transnacional.

Esses crimes geram lucros ilícitos significativos para as organizações e causam impactos ambientais severos, incluindo a aceleração da perda de biodiversidade, mudanças climáticas e poluição, representando uma ameaça para povos indígenas e comunidades locais.

Com agências

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