Ações do governo levam a queda de 75% nas mortes por desnutrição entre yanomamis

Após enfrentar uma grave crise humanitária no governo de Jair Bolsonaro (PL), a população da Terra Indígena Yanomami passou a contar com condições melhores de alimentação e atendimento em saúde, que resultaram numa queda de 75% no número de mortes por desnutrição no primeiro semestre de 2026 ante igual período de 2023.

Naquele ano, pouco depois de tomar posse, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou estado de emergência em saúde pública na região — entre Roraima e o Amazonas — e tomou uma série de medidas para atender às necessidades da população indígena.

Conforme publicado pela Folha de S.Paulo, tendo como base dados repassados pelo Ministério da Saúde, as mortes por malária foram zeradas e as por infecção respiratória aguda caíram 40%.

Também houve sensível redução, de quase 30%, no conjunto das mortes por diferentes causas — de 224 no primeiro semestre de 2023 para 158 no mesmo período deste ano.

A instituição da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) aconteceu já em janeiro de 2023 e um Comitê de Operações de Emergência foi criado para articular as ações interministeriais. O governo ainda instalou uma base permanente de atuação em Boa Vista (RR) para coordenar ações civis e militares.

Ao todo, mais de dois mil profissionais de saúde foram mobilizados para atuar na região e foram restabelecidos postos e polos de atendimento básico de saúde, que haviam sido desativados nos anos anteriores.

Um hospital de campanha foi montado para atender emergencialmente os casos mais graves e foi anunciada a construção do primeiro hospital indígena fixo em Boa Vista (RR). Chamado de Centro de Referência em Saúde Indígena (CRSI) Xapori Yanomami, o equipamento foi concluído e começou a funcionar em setembro de 2025, com investimento de R$ 29 milhões.

Também foram entregues dezenas de milhares de cestas básicas e mais de quatro milhões de medicamentos, testes de malárias e vacinas.

Paralelamente a estas ações, o governo Lula realizou diversas operações integradas — envolvendo Polícia Federal, Ibama, Funai e Forças Armadas — de desintrusão das terras indígenas, invadidas pelo garimpo ilegal.

Durante os anos de Bolsonaro, o presidente não apenas desprezava os povos indígenas, como estimulava e se omitia ante o garimpo e o desmatamento ilegal, inclusive em terras indígenas.

Com agências

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