
O Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu o julgamento das contas de 2025 do Banco Central até a conclusão do processo que examina a atuação da autoridade monetária no caso Banco Master. A decisão, tomada na terça-feira (13), mantém pendente a análise da responsabilidade do presidente do BC, Gabriel Galípolo, e de outros oito integrantes da administração.
Os ministros acompanharam a recomendação do Ministério Público junto ao TCU, contrariando a área técnica, que havia proposto considerar regulares as contas dos responsáveis. O tribunal não decidiu pela aprovação nem pela rejeição da gestão: entendeu que precisa concluir primeiro a apuração sobre o banco de Daniel Vorcaro.
Relatado pelo ministro Jhonatan de Jesus, esse processo investiga possíveis omissões na fiscalização do Master e de suas subsidiárias, além dos procedimentos que levaram à liquidação extrajudicial da instituição, em novembro de 2025. A atuação do BC já havia motivado um pedido de investigação ao tribunal.

O julgamento das contas ocorreu em bloco, modalidade na qual diferentes processos são submetidos ao colegiado sem discussão individual. O acórdão registra que a apuração sobre a liquidação do Master “tem potencial para influir no mérito das contas” do Banco Central.
A suspensão permanecerá até o trânsito em julgado do processo sobre a liquidação, quando não houver mais possibilidade de recurso dentro do tribunal. Depois disso, a área técnica deverá reavaliar os efeitos das apurações sobre o julgamento da gestão do BC.
Outra frente trata de possíveis falhas na fiscalização da operação entre o Banco de Brasília (BRB) e o Master. Essa análise também está paralisada, à espera de definições sobre questões em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF).