
A Globo demitiu Frederic Kachar do cargo de diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio do grupo. Kachar foi flagrado em conversas sobre sexo e mulheres com Daniel Vorcaro, que cobrava também controles sobre a linha editorial da Globo.
O sujeito era alto funcionário da Globo, com poder de decisão sobre conteúdos, mas a Globo vai dizer que ele se relacionava com o mafioso por amizade pessoal?
Kachar era da turma de Vorcaro por ser da Globo e ser poderoso. Como Flávio Bolsonaro e tantos outros que detêm poder em outras esferas das facções da direita.

Um poderoso do setor privado vai para o sacrifício pelas bandalheiras com o mafioso. Mas como ficam os ocupantes de altos cargos públicos que também recebiam favores do banqueiro nas áreas financeira e sexual?
A resposta é a oferecida pela realidade: ficam onde estão. Sob proteção do bolsonarismo, da velha direita, dos colegas e também das corporações de mídia.
Frederic Kachar poderia cair atirando, para que esse faroeste fique mais divertido. Seria bom vê-lo puxando mais gente da própria Globo para a cova.