O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, neste domingo (11), a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que determinou a suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
Em declaração à imprensa, Lula classificou a medida como um “absurdo” e afirmou que sua campanha pretende recorrer da decisão. O presidente também questionou a atuação da Justiça Eleitoral durante a disputa do segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL).
“Há alguns dias eu estou percebendo que há muitas decisões tendenciosas contra a nossa campanha”, declarou Lula.
O petista afirmou que os advogados de sua campanha deverão solicitar explicações à Justiça Eleitoral e acusou a Corte de interferir na disputa presidencial.
“Não é possível que o presidente da Justiça Eleitoral não teria um comportamento civilizado e republicano de permitir que as eleições fluam sem interferência da Justiça”, afirmou.
Lula também criticou o tratamento dado às campanhas nas redes sociais. Segundo o presidente, apoiadores de sua candidatura têm enfrentado restrições, enquanto ações de seu adversário estariam sendo permitidas.
Veja o momento:
Suspensão do canal
A decisão de Nunes Marques atende a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que acusou o canal administrado por Janones de disseminar conteúdos falsos de forma coordenada.
O canal, que reunia quase 3 milhões de seguidores em 9 de outubro, era utilizado para compartilhar mensagens, vídeos e orientações de mobilização política em apoio à reeleição de Lula.
Na decisão, o ministro reconheceu que a mobilização de apoiadores é legítima, mas considerou que a estrutura estava sendo utilizada para disseminar informações já classificadas como falsas pela Justiça Eleitoral.
Entre os conteúdos mencionados pelo TSE estão alegações sobre supostas propostas de Flávio Bolsonaro relacionadas a aposentadorias, ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) e ao Bolsa Família.
Além da suspensão, Nunes Marques determinou que a plataforma apresente informações sobre as mensagens divulgadas no canal e sobre outras estruturas administradas por Janones.
O deputado também reagiu à decisão nas redes sociais, classificando a medida como censura.