Flamengo leva defesa das bets à camisa e protesta contra proibição de Lula

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Flamengo exibe mensagem “Proibir não é proteger” em jogo contra o Santos. Foto: Reprodução

O Flamengo entrou em campo contra o Santos, nesta quinta-feira (8), na Vila Belmiro, com a frase “Proibir não é proteger” estampada na camisa. O protesto contesta a medida provisória assinada pelo presidente Lula (PT) que proibiu as bets no Brasil. A mensagem também apareceu nas placas publicitárias do estádio durante a partida pelo Brasileirão. Com informações do UOL.

A medida provisória proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das apostas de quota fixa, modalidade que abrange apostas esportivas e jogos virtuais. A restrição também alcança os patrocínios. Publicada em 25 de setembro, a norma já está em vigor, mas depende da análise do Congresso Nacional para se tornar lei definitiva.

A proibição levou clubes a suspender ou rescindir contratos com casas de apostas. O impacto financeiro sobre as equipes da Série A pode ultrapassar R$ 1 bilhão. Antes da partida, o veículo havia informado que a diretoria rubro-negra discutia a possibilidade de levar um protesto ao uniforme.

O slogan integra uma campanha que já ocupou placas publicitárias em jogos do Brasileirão. No clássico entre São Paulo e Santos, em 2 de outubro, empresas associadas à Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e ao Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) cederam espaços para mensagens contra a proibição. As entidades defendem a manutenção do mercado regulado e alegam que o veto pode favorecer plataformas clandestinas.

A reação do Flamengo também chegou à Justiça. O clube pediu ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), para participar da ação que contesta a MP. Na petição, a gestão de Luiz Eduardo Baptista, o Bap, citou o patrocínio máster da Betano, de cerca de R$ 268,5 milhões por temporada, com vigência até o fim de 2028, e alegou que a perda das receitas comprometeria diferentes modalidades e categorias do clube.

A Advocacia-Geral da União (AGU), por sua vez, sustenta que a regulamentação não conteve os danos provocados pelas apostas. O órgão aponta efeitos sobre o endividamento, a insegurança alimentar e os vínculos familiares, além de afirmar que as regras foram insuficientes para proteger os consumidores.

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