
O senador Flávio Bolsonaro (PL) reuniu o apoio de União Brasil, PP, Novo e Republicanos nos primeiros dias do segundo turno da eleição presidencial e busca ampliar a aliança para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de outubro.
O Podemos deve formalizar adesão nesta quinta-feira (08), após uma reunião de dirigentes da legenda com o senador. A campanha também conversa com o MDB, enquanto o PSD decidiu manter neutralidade nacional e liberou seus integrantes para escolher lado.
Flávio terminou o primeiro turno à frente de Lula, com 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% do presidente. Na primeira etapa da disputa, ele concorreu sem o apoio formal de outras siglas além do PL.
União Brasil e PP, que formam a federação União Progressista, adotaram neutralidade no primeiro turno e abriram a rodada de adesões. O Novo oficializou o apoio na quarta-feira (07), e o Republicanos anunciou sua decisão horas depois, em articulação que contou com o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Podemos e MDB entram nas negociações da campanha
A direção nacional do Republicanos não impõe uma posição única a todos os quadros da legenda. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve permanecer ao lado de Lula, assim como outras lideranças partidárias ligadas ao governo.

O MDB ainda discute a posição que tomará. O presidente nacional da sigla, deputado Baleia Rossi (MDB-SP), havia defendido neutralidade após o primeiro turno, mas consulta dirigentes estaduais diante da pressão de diretórios favoráveis a Flávio Bolsonaro. Uma reunião com a campanha do senador é esperada para esta semana.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), derrotado no primeiro turno, declarou apoio ao senador, assim como o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo). Clariana Barão, candidata da Democracia Cristã, também aderiu à campanha bolsonarista. A Frente Parlamentar da Agropecuária reafirmou apoio na terça-feira (06).
A equipe de Flávio pretende concentrar a campanha em críticas ao endividamento das famílias, aos juros e aos indicadores econômicos do governo Lula. O senador reuniu parlamentares e governadores eleitos pelo PL em Brasília, e a coordenação definiu Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso do Sul como estados prioritários para viagens e mobilização de aliados.