
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que não tem “problema nenhum” com pessoas LGBTQIA+ e disse que pretende “contornar” as divergências internas da sigla sobre pautas direcionadas a pessoas trans. As declarações foram dadas à Rádio Gaúcha e repercutiram nesta quinta-feira (8).
Ao comentar a presença de candidatos gays no partido, Valdemar disse que o PL respeita esse público e citou candidaturas lançadas pela legenda.
“Nós tivemos candidato a deputado federal que era gay e nós temos o maior respeito por eles. É gente como a gente, ué, vai fazer o quê? Não temos problema nenhum com essa gente. Inclusive de legenda, tive problema quando de legenda eh para esses candidatos e falei, dei legenda e vou ajudar na campanha, porque eles ajudam a gente”, afirmou.
Questionado sobre parlamentares eleitos pelo PL que defendem medidas contra pessoas LGBTQIA+, em especial contra pessoas trans, ele reconheceu a existência de posições diferentes dentro da sigla. “É. Mas nós vamos ter que contornar isso aí. Não tem jeito”, respondeu.
🇧🇷 Presidente do PL diz que pessoas LGBTs são “gente como a gente” e que não tem “problema nenhum com essa gente”.
Questionado sobre pautas contra pessoas trans por parte de candidatos do seu partido, Valdemar afirmou que vai tentar “contornar isso”, mas que quem vai decidir o assunto será “a maioria na Câmara e no Senado”.
📺 Rádio Gaúcha
— Eixo Político (@eixopolitico) October 8, 2026
Valdemar remete propostas ao Congresso
A entrevista citou propostas como impedir mulheres trans de usar banheiros femininos e proibir a transição de gênero para menores de 18 anos.
Valdemar não adotou uma posição definitiva sobre essas medidas e disse que o Congresso deverá decidir o tema. “Eu acho eu acho que isso tem que ser muito discutido. E isso quem vai decidir é a maioria na Câmara e no Senado. Tem que respeitar a maioria. Quem decide é o Congresso Nacional. OK?”, declarou.
As falas ocorrem após a eleição de integrantes do PL identificados com uma agenda conservadora nos costumes. Lucas Pavanato conquistou uma cadeira de deputado federal por São Paulo.
Eduarda Campopiano foi eleita para a Assembleia Legislativa de São Paulo após uma campanha marcada por críticas ao feminismo e ao que chama de “cultura woke”.