
O ex-ministro das Comunicações Fabio Faria desistiu da queixa-crime que apresentou contra o jornalista Rodrigo Bocardi depois de firmar um acordo sobre declarações que associavam seu nome ao caso do Banco Master e mencionavam “garotas de programa, traição e orgia”, segundo a coluna de Rogério Gentile no UOL. A juíza Lilian Lage Humes extinguiu o processo após a renúncia ao direito de queixa.
Faria, que comandou o Ministério das Comunicações no governo Jair Bolsonaro e é casado com Patrícia Abravanel, acionou a Justiça por difamação. Ele sustentou que Bocardi o havia ofendido sem motivo e afirmou não ser alvo de procedimento investigatório ligado ao Banco Master.
As falas que motivaram a ação ocorreram em 11 de setembro, após o rompimento do contrato da empresa de Bocardi com o SBT. Em entrevista, o jornalista disse que Faria tinha “envolvimento com o Vorcaro, dinheiro, dinheiro do Banco Master”, em referência ao banqueiro Daniel Vorcaro.
No mesmo dia, Bocardi publicou nas redes sociais uma crítica à emissora e citou o marido de uma das donas do SBT em meio a alegações sobre Daniel Vorcaro, dinheiro, garotas de programa, traição e orgia. Faria alegou que o jornalista ultrapassou os limites da liberdade de manifestação e lhe causou dano pessoal e familiar.
🚨 Rodrigo Bocardi, postou um vídeo lavando a roupa suja, após, saber que foi DEMITIDO do SBT!#BocaTV #SBTCidades pic.twitter.com/odeoANFyFb
— Mateus Carvalho (@mateusteve) September 11, 2026
Bocardi esclareceu alcance das declarações no acordo
Em petição apresentada em 23 de setembro, Faria comunicou que havia chegado a um acordo com Bocardi e abriu mão de prosseguir com a ação. O ex-ministro anexou ao processo um documento assinado pelo jornalista.
No texto, Bocardi afirmou que suas declarações foram interpretadas de forma equivocada e que não atribuiu a Fábio Salustino Mesquita de Faria envolvimento direto com garotas de programa, traição e orgia.
O jornalista acrescentou que as referências foram “verbalizadas exclusivamente no contexto dos fatos do Banco Master”. Com o acordo e a renúncia de Faria, a magistrada encerrou formalmente a queixa-crime.
Bocardi deixou o SBT após Jones Donizete, ex-secretário de Embu das Artes, na Grande São Paulo, acusar um jornalista que havia trabalhado no SBT e na Globo de coagi-lo a fazer pagamentos em troca de cobertura positiva sobre seu trabalho na cidade. Bocardi negou a acusação.