VÍDEO – Flávio compara polêmica de Nossa Senhora à facada em Bolsonaro

Flávio Bolsonaro com imagem de Nossa Senhora em podcast católico. Foto: reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, comparou a circulação da informação do temor de ataques contra Nossa Senhora Aparecida à facada sofrida por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Juiz de Fora (MG), em 2018. “Posso considerar uma espécie de facada essa fake news em mim. Lá em Minas Gerais meu pai foi vítima de uma facada”, disse. Desde a última quinta-feira, é noticiado que católicos avaliam que um eventual governo de Flávio poderia retirar da santa o título de Padroeira do Brasil.

Flávio deu a declaração no “SantoFlow Podcast”, voltado ao público católico, enquanto segurava um boneco de crochê de Nossa Senhora. A entrevista durou cerca de uma hora e meia e reuniu aproximadamente 20 mil espectadores no YouTube, canal que soma 689 mil inscritos.

O candidato afirmou que jogava futebol em Minas Gerais quando soube da história e disse ter acionado sua assessoria. “Falei para a minha assessoria de imprensa: ‘Checa esse negócio’. Não tem pé, nem cabeça. Como isso ganhou corpo? Como isso foi propagado com tanta velocidade?”, questionou.

A polêmica começou após a jornalista Maria Cristina Fernandes noticiar o temor dos católicos. O senador nega essa intenção e relaciona a repercussão a uma fala anterior, quando disse que, se eleito, decretaria que “o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”. Veja o trecho da fala de Flávio: 

CNBB rejeita acusação e TSE leva disputa ao STF

Em manifestação anterior, Flávio acusou “gente de dentro” da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de articular com o PT a disseminação da informação falsa. A entidade negou a acusação e declarou que não produziu, autorizou nem participou da divulgação de desinformação ligada ao processo eleitoral.

“A mentira não se combate com outra mentira”, afirmou a CNBB. A conferência também disse que não integra estruturas político-partidárias e que suas manifestações eleitorais seguem princípios como dignidade humana, bem comum, democracia e liberdade de consciência.

Questionado se se arrependia de atribuir a disseminação da história à CNBB, Flávio não respondeu diretamente. Em agenda no Mercado Municipal de São Paulo, ele classificou a nota da entidade como “boa e esclarecedora” e afirmou que ela confirmaria que a retirada do título de padroeira seria “a maior fake news desta campanha”.

A disputa chegou ao Tribunal Superior Eleitoral após a campanha de Flávio pedir a remoção de uma publicação do ator e humorista Antonio Tabet sobre a polêmica. O ministro André Mendonça acolheu o pedido, mas o ministro Flávio Dino, do STF, liberou o post ao considerar que a medida restringia a liberdade de expressão e o direito à crítica durante a campanha.

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