
O satélite espião estadunidense USA 32, também chamado de Farrah III, explodiu em órbita em 13 de setembro, segundo confirmação das Forças Espaciais dos Estados Unidos. O motivo da fragmentação do equipamento, lançado em 1988, ainda não foi informado pelo governo Donald Trump.
Serviços de monitoramento espacial localizaram a ruptura do satélite a cerca de 775 quilômetros acima da superfície terrestre. O sistema S2A também detectou destroços espalhados pela órbita da Terra após o incidente.
Documentos desclassificados pelos Estados Unidos neste ano identificaram o USA 32 como parte de um programa de espionagem da Guerra Fria. O satélite interceptava sinais de rádio e radares soviéticos.
Especialistas ouvidos pela Live Science consideram três hipóteses principais: uma colisão com outro objeto em órbita, o impacto de uma pequena rocha espacial ou o colapso do equipamento após quase quatro décadas de operação no espaço.

EUA reconhecem armas de controle espacial em órbita
Um dia antes de autoridades divulgarem informações sobre a explosão, o secretário da Força Aérea dos EUA, Troy Meink, afirmou que o país mantém armas de controle espacial posicionadas em órbita. Ele não detalhou quais equipamentos compõem essa estrutura nem como funcionam.
“Os Estados Unidos agora têm, em órbita, armas de controle espacial capazes de defender as forças conjuntas contra adversários hostis”, disse Meink durante um discurso.
Um funcionário do governo estadunidense disse ao jornal The Washington Post, sob condição de anonimato, que um desses dispositivos teria capacidade para destruir um satélite inimigo usado em ataques contra tropas ou satélites dos Estados Unidos.
A declaração marcou o primeiro reconhecimento público dos EUA sobre uma capacidade ofensiva no espaço. Washington acusa há anos China e Rússia de conduzir manobras militares em órbita, incluindo o uso de lasers e técnicas de interferência contra satélites estadunidenses.