Mais de 500 sites ilegais de apostas foram criados desde fim das bets

Gráfico da plataforma Bet Legal sobre novas casas de apostas ilegais
Dário Durigan durante anúncio da MP do fim das bets. Foto: reprodução

Um levantamento da plataforma Bet Legal identificou 543 novas casas de apostas ilegais entre a noite de sexta-feira (25), quando o governo federal proibiu as bets, e a tarde de segunda-feira (28). O número expõe a rápida abertura de sites fora das regras impostas pela medida provisória.

Na primeira hora após a publicação da medida, surgiram 41 novas plataformas, segundo o levantamento. O maior volume ocorreu no sábado (26), quando a plataforma registrou 292 novas aberturas.

As empresas autorizadas antes da proibição têm até a próxima segunda-feira (5) para devolver os valores mantidos por apostadores nas contas. A sexta-feira (25) marcou o último dia em que os usuários puderam fazer apostas nas plataformas.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que as contas usadas pelas empresas para receber recursos dos jogadores não poderiam aceitar novos depósitos após a publicação da medida provisória.

Mulher acessa aplicativo de apostas no celular
Mulher segura um celular com aplicativo de apostas. Foto: Reprodução

Entidades de bets acionam o STF contra medida provisória

A Associação Nacional de Jogos e Loterias e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável protocolaram no Supremo Tribunal Federal, na segunda-feira (28), um pedido para suspender a medida provisória que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de bets e cassinos on-line.

As entidades sustentam que o governo não demonstrou urgência para editar a medida. Elas também apontam que o próprio Executivo enviou ao Congresso o projeto que resultou no marco regulatório das apostas de quota fixa, aprovado em 2023.

Em manifesto, as associações afirmaram que a proibição total representaria uma ruptura do modelo regulatório adotado pelo Estado. O texto diz que 31 milhões de pessoas utilizam plataformas legalizadas, que adotam verificação de idade e CPF, ferramentas de autoexclusão, políticas de saúde mental e restrições a beneficiários de programas sociais.

Entre 1º de janeiro e 22 de setembro de 2026, a Secretaria de Prêmios e Apostas encaminhou 57.691 domínios e URLs à Anatel para bloqueio. O total se refere a endereços eletrônicos e pode incluir versões alternativas ou espelhos de uma mesma plataforma.

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