
O ex-vereador paulistano Mário Covas Neto, conhecido como Zuzinha e filho do ex-governador Mário Covas, declarou apoio à candidatura do presidente Lula (PT) durante um ato em Guarulhos, na sexta-feira (18). Tucano, ele fez críticas ao senador Flávio Bolsonaro e disse que a disputa eleitoral representa um embate entre democracia e tirania.
Em vídeo gravado antes do comício, Covas Neto afirmou: “Não pense que Flávio Bolsonaro é igual ao pai dele [Jair Bolsonaro]. Ele é muito pior. Ele vai transformar esse país num campo de batalha”.
O filho do ex-governador paulista acrescentou que “eleição não é esquerda contra direita. É democracia contra a tirania”. A declaração ocorreu após articulação do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que foi vice de Mário Covas no governo de São Paulo.
Covas Neto afirmou que sua decisão repete um gesto de seu pai, morto em 2001. Mário Covas apoiou Lula no segundo turno da eleição presidencial de 1989, quando o petista enfrentou Fernando Collor.
Honrados e felizes em receber o apoio de @mariocovasneto, filho do saudoso governador de São Paulo, Mário Covas, a nossa chapa. Vamos em frente! 🇧🇷 pic.twitter.com/vLiZeW9jjk
— Geraldo Alckmin 🇧🇷 (@geraldoalckmin) September 19, 2026
Alckmin e Lula citam legado de Mário Covas
Ao anunciar o apoio do ex-vereador, Alckmin elogiou a trajetória do antigo governador. “Estamos muito honrados com o Zuzinha, que foi vereador na capital, filho de um homem público, um estadista que foi o nosso queridíssimo Mário Covas”, disse o vice-presidente.
Lula também mencionou a relação que mantinha com o ex-governador. “Você sabe do carinho que tinha pelo seu pai, do meu respeito pela pessoa brilhante que ele era”, afirmou o presidente ao se dirigir a Covas Neto.
Mário Covas governou São Paulo entre 1995 e 2001 e morreu durante o segundo mandato, após enfrentar um câncer na bexiga. Ele foi uma das principais lideranças históricas do PSDB no estado.
O apoio de Covas Neto coloca mais um integrante ligado à tradição tucana paulista ao lado de Lula na eleição de 2026, em um ato que reuniu o presidente e Alckmin em Guarulhos.