
A deputada federal Luciene Cavalcante (PSOL-SP) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para pedir uma investigação sobre o uso de um apartamento por Flávio Bolsonaro durante sua campanha em São Paulo, segundo a coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo. O imóvel pertenceu a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro.
A revista Piauí revelou que Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, ficou no apartamento por alguns dias na primeira quinzena de agosto. A representação da parlamentar busca identificar se o imóvel serviu a atividades eleitorais.
Zettel comprou o apartamento por R$ 5 milhões em 2025. Meses depois, ele vendeu o bem por R$ 3,3 milhões a uma empresa do advogado Willer Tomaz, próximo de Flávio.
Na ação de investigação judicial eleitoral, Luciene pede que o TSE verifique se o uso do imóvel gerou benefício econômico para a campanha e se eventual vantagem constou da contabilidade eleitoral.

Pedidos incluem preservação de registros do apartamento
A deputada também solicita apuração de possível abuso de poder econômico caso tenha ocorrido cessão gratuita ou por valor abaixo do mercado de um imóvel de alto padrão para a campanha.
Em pedido liminar, a parlamentar quer que a Justiça Eleitoral proíba o uso do apartamento em atividades eleitorais, preserve imagens e registros de acesso ao local e exija documentos relacionados ao imóvel.
Na notícia-crime enviada à PGR, Luciene Cavalcante pede uma investigação sobre a operação imobiliária, a origem dos recursos e possíveis ilícitos penais e patrimoniais. O documento cita, entre as hipóteses a examinar, omissão ou falsidade em documentos eleitorais, falsidade ideológica eleitoral e irregularidades na origem e na aplicação de recursos.
A representação pede que a PGR identifique quem utilizou o apartamento, quem seria o titular ou beneficiário real do bem, como ocorreram a compra e a venda, a origem do dinheiro e quem efetivamente pagou pela operação.