Bolsonarismo tenta barrar aumento do Bolsa Família

Aliado de Flávio Bolsonaro (PL), o deputado federal Zé Trovão (PL-SC) entrou com um pedido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para impedir o reajuste do Bolsa Família, anunciado pelo presidente Lula na quinta-feira (17).

A ação mostra mais uma vez como o bolsonarismo age contra a população mais carente. Zé Trovão acusa Lula de abuso de poder político.

O pedido foi rejeitado pelo vice-presidente do tribunal, ministro André Mendonça, que foi indicado por Jair Bolsonaro ao STF (Supremo Tribunal Federal).

O benefício mínimo passará de R$ 600 para R$ 691 e começa a ser pago em 19 de outubro, portanto sem efeito prático para a campanha eleitoral, como insinua o deputado, pois o primeiro turno acontece em 4 de outubro.

Além disso, recortes de pesquisas já demonstram que a população que recebe o Bolsa Família é majoritariamente eleitora do presidente Lula, outra constatação que comprova o quão sem fundamento é a acusação.

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O benefício médio estimado do Bolsa Família vai passar de R$ 675 para R$ 777, segundo o reajuste inflacionário, conforme o INPC acumulado entre março de 2023 e agosto de 2026.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, “a recomposição busca preservar o poder de compra das famílias beneficiárias diante da inflação acumulada no período, especialmente para despesas essenciais, como alimentação e outros itens básicos.”

Ainda de acordo com a pasta: “O Bolsa Família tem entre seus objetivos legais o combate à fome por meio da transferência direta de renda, a redução da reprodução intergeracional da pobreza e a promoção do desenvolvimento e da proteção social das famílias. A própria lei também prevê sua articulação com políticas de saúde, educação e assistência social.”

Críticas seletivas

Em 2022, Jair Bolsonaro, ainda presidente, aumentou o benefício em ano eleitoral. No entanto, nada tem impedido o seu filho, Flávio Bolsonaro, de criticar a medida.

O candidato à presidência chamou o aumento concedido pelo governo federal de “merreca”, em transmissão em plataformas digitais. Ele e a direita desconsideram a importância do fortalecimento do programa e desdenham da transferência direta de renda para a população mais carente. As falas de Flávio tiveram repercussão negativa e ele teve que recuar, não sem antes dizer que o aumento era ilegal, esquecendo prontamente o que o pai fez em 2022.

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