
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o governo brasileiro de falhar no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV). Em um documento enviado ao Congresso americano nesta terça (15), ele defendeu que o Brasil adote medidas “agressivas” para enfrentar os grupos criminosos.
Trump alegou que o país precisa confrontar e derrotar as facções antes que elas se espalhem e cresçam. A nova tentativa de interferência faz parte de uma determinação presidencial sobre as ações dos Estados Unidos contra o tráfico internacional de drogas.
O texto trata do ano fiscal de 2027 e faz parte dos documentos que a Casa Branca encaminha ao Congresso para tratar de recursos e prioridades na política de combate aos narcóticos.
Na determinação, Trump incluiu o Brasil em uma relação de 23 países classificados como produtores ou locais de trânsito de drogas ilícitas. A lista reúne também Afeganistão, Bolívia, China, Índia, México e Venezuela.
“Enquanto muitos governos no hemisfério ocidental estão tomando medidas corajosas para reduzir o fluxo de drogas e erradicar cartéis, o governo do Brasil falhou em confrontar o PCC e o Comando Vermelho”, diz o texto.

Documento separa lista de avaliação sobre esforços dos governos
Segundo o documento, as facções “transformaram o Brasil em um hub para os fluxos globais de cocaína”. “Essas organizações terroristas brasileiras representam uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo, e o governo brasileiro precisa adotar com urgência medidas firmes para enfrentá-las e derrotá-las antes que se espalhem e se fortaleçam”, prosseguiu.
O documento afirma que a inclusão segue critérios previstos no Ato de Emergência Estrangeira de 1961. A norma considera fatores geográficos, comerciais e econômicos que permitam a produção ou o trânsito de drogas e de componentes químicos usados em sua fabricação.
Esses critérios podem alcançar países cujos governos adotem ações contra os narcóticos, desde que o território seja considerado relevante para rotas, produção ou circulação de substâncias ilícitas.
Além do Brasil, o texto apresenta avaliações breves sobre o combate ao narcotráfico em outros países incluídos na relação encaminhada pelo governo Trump ao Congresso dos Estados Unidos.