
O Datafolha divulgará nesta quinta (17) uma pesquisa nacional sobre a sucessão presidencial de 2026 que também medirá a influência da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e do caso Banco Master sobre a decisão dos eleitores. O levantamento inclui cenários com o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O instituto iniciou as entrevistas na terça (15) e prevê concluir o trabalho de campo nesta quinta. A pesquisa ouvirá 2.002 eleitores em pontos de fluxo populacional de todo o país, por meio de questionários presenciais estruturados.
Registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04029/2026, o levantamento foi encomendado pela Empresa Folha da Manhã e pela Globo Comunicação e Participações. O custo informado é de R$ 307 mil, e a margem de erro máxima chega a dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Além da pergunta espontânea, o Datafolha apresentará um cenário estimulado de primeiro turno com 13 nomes. A relação reúne Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Pablo Marçal (PRTB), Renan Santos (Missão), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara (UP) e Wilson Grassi (Democrata).

Perguntas abordam STF, impeachment e Banco Master
O questionário consultará os eleitores sobre o peso da disputa entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça na escolha presidencial. Os entrevistados poderão apontar se o episódio terá grande, pequena ou nenhuma influência em seu voto e indicar quais campanhas poderiam sofrer mais impacto com a crise no Supremo.
Outra questão perguntará se a posição de um candidato ao Senado favorável ao impeachment de ministros do STF aumenta, reduz ou não altera a chance de receber o voto do entrevistado. O instituto também avaliará como o público classifica politicamente os envolvidos no caso Banco Master, entre esquerda, centro e direita.
O Datafolha testará cinco cenários de segundo turno, todos com Lula: contra Flávio Bolsonaro, Caiado, Zema, Renan Santos e Augusto Cury. A pesquisa ainda buscará medir a rejeição dos candidatos, o grau de consolidação das escolhas e os motivos que levam o eleitor a apoiar um nome ou tentar impedir a vitória de outro.
No levantamento divulgado em 11 de setembro, Lula teve 39% e Flávio Bolsonaro, 35%, no principal cenário de primeiro turno sem Pablo Marçal. No segundo turno, o presidente marcou 46% ante 44% do senador; contra Caiado, registrou 46% a 41%, e diante de Zema, 48% a 39%.