A luta por alimentos mais baratos para a população brasileira tem sido uma das prioridades do presidente Lula (PT), que concorre à reeleição. Nos últimos quatro anos, ele iniciou uma forte atuação para combater a inflação dos alimentos, uma das heranças malditas deixadas por Jair Bolsonaro (PL).
Em entrevista à Record, na terça-feira (15), Lula destacou que o preço dos alimentos caiu no seu governo ao mesmo tempo em que o poder de compra das famílias subiu, e ainda trouxe números que comprovam essa melhora em comparação com o governo Bolsonaro.
“Pegamos uma inflação de alimentos com 56% e hoje ela está em 13%. Eu peguei um país semidestruído. Nós levamos dois anos e meio para reconstruir. Hoje eu posso dizer que temos a menor inflação acumulada, o maior aumento do salário mínimo e a maior taxa salarial”, afirmou Lula.
Em suas redes, a campanha do presidente destacou a sua fala e reforçou que o quilo do arroz está mais barato hoje do que estaria se tivesse apenas acompanhado a inflação do governo anterior [Bolsonaro]: seria R$ 8,43, mas está em R$ 4,93.
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Ele ainda relembrou os esforços para retirar novamente o país do Mapa da Fome e reconheceu que ainda é preciso avançar mais: “A gente não resolveu tudo, mas os passos que nós demos para evitar que o povo morresse de fome foram muito grandes. Eu peguei o país com 33 milhões de pessoas passando fome e nós acabamos com a fome em dois anos e meio.”
Lula ainda reafirmou o compromisso com melhores condições para os trabalhadores e para as famílias brasileiras, com aumento de renda e oportunidades: “Para continuar crescendo é preciso continuar fazendo distribuição de renda, é preciso continuar aumentando o salário mínimo acima da inflação, é preciso gerar mais emprego de qualidade e fazer com que a inflação baixe”, disse Lula na entrevista, ao reforçar que, atualmente, a inflação acumulada é a menor em quatro anos.
Volta da segurança alimentar
Ao assumir como presidente em 2023 para o seu terceiro mandato, Lula iniciou uma batalha para recuperar o Brasil, que passou por um desmonte na gestão Jair Bolsonaro e voltou para o Mapa da Fome.
Entre outros descasos, uma das heranças malditas deixadas pelo bolsonarismo foi a “fila do osso”, quando muitas pessoas tiveram que recorrer a doações de ossos e carcaças de carne em açougues por conta da fome com encarecimento dos alimentos.
Com um forte programa de luta contra a insegurança alimentar grave, como fez entre 2003 e 2010, o presidente Lula fez avançar as políticas públicas e retirou, mais uma vez, o Brasil do vergonhoso Mapa da Fome.
Somado a políticas de distribuição de renda e outras que permitiram o aumento do poder de compra, melhorando as condições de aquisição de alimentos pela população, o governo federal iniciou um forte programa para combater a inflação sobre a comida e baixar os preços de produtos que compõem a cesta básica.
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Entre as medidas diretas houve a retomada de estoques reguladores de grãos pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), incentivo à produção de alimentos da cesta básica pelo Plano Safra, reforço ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), zerou o imposto de importação para alimentos fundamentais, entre outras medidas. De forma indireta, o governo melhorou as condições macroeconômicas ao proporcionar renda e demanda mais equilibradas, melhorar a previsibilidade e propiciar maior produção e mais investimentos – com mais linhas de financiamento e os maiores planos Safra da história. Um dos reflexos disso foi o registro de safras recordes de grãos.
Apesar dos juros altos mantidos pelo Banco Central por um longo período, o governo conseguiu manter a estabilidade dos preços e segurar a inflação, que está dentro da banda de tolerância estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Em agosto, o Brasil registrou a maior deflação em quatro anos (-0,32%), com queda nos preços da conta de luz, passagens aéreas, combustíveis e alimentos. Somando a isso, o Dieese apontou que a cesta básica ficou mais barata em 25 capitais.
Desmistificando os “mitos”
Além de evidenciar em rede nacional o quanto o preço dos alimentos está mais baixo em seu governo, a campanha do presidente Lula lançou uma plataforma para rebater as afirmações falaciosas de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o preço dos alimentos e a situação econômica do país.
Assim como o pai, Jair, o filho 01 tem veiculado propagandas enganosas sobre o custo de vida no Brasil. O site Mercado da Mentira elucida as fake news bolsonaristas e aponta: “Flávio Bolsonaro torce contra você e mente sobre o preço da comida”.
Já no site pessoal do presidente, são disponibilizados materiais com alguns dos dados que ele utilizou como referência na entrevista. Veja:


