
Uma pesquisa encomendada por aliados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apontou empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno da eleição presidencial brasileira. Flávio alcançou 44,7% das intenções de voto, enquanto Lula registrou 43,3%; a diferença de 1,4 ponto percentual ficou dentro da margem de erro de dois pontos. Com informações de Folha de S.Paulo.
O McLaughlin & Associates ouviu 1.991 pessoas em todas as regiões do Brasil. O instituto trabalhou para a campanha de Trump em 2024 e conduziu a estratégia de pesquisas do republicano durante as primárias. Os responsáveis pela encomenda pretendem apresentar os resultados à Casa Branca e ao Departamento de Estado.
No cenário de primeiro turno, Lula liderou com 38,3%, seguido por Flávio, com 35%. O escritor Augusto Cury (Avante) marcou 6,2%; o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), 5,1%; e Renan Santos (Missão), 3,7%. A distância entre os dois primeiros colocados foi de 3,3 pontos percentuais.
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), apareceu com 2,3%, seguido por Pablo Marçal, com 1,7%, Samara Martins (UP), com 1%, e Clariana Barão, com 0,2%. Os indecisos somaram 4,5%, enquanto 2% afirmaram que não votariam em nenhum dos nomes apresentados.

O Datafolha divulgado em 21 de agosto apresentou vantagem maior para Lula. O presidente tinha 39% contra 33% de Flávio no primeiro turno e liderava por 47% a 43% em uma disputa direta entre os dois.
O McLaughlin & Associates já havia medido a corrida presidencial brasileira em junho. Naquela rodada, Lula e Flávio registraram 45% cada um em um eventual segundo turno, resultado que também configurou empate técnico.
O instituto concluiu a nova pesquisa antes da quebra do sigilo de mensagens do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. As mensagens indicaram proximidade de Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes, mas o levantamento não mediu eventual impacto do episódio sobre o eleitorado.
Os aliados de Trump pretendem encomendar mais uma ou duas rodadas antes da eleição. O grupo busca fornecer ao governo americano uma avaliação própria da disputa brasileira por considerar elevado o grau de erro dos institutos que atuam no país e avaliar que as distorções favorecem candidatos de esquerda.