
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (01) que o governo federal está perto de adotar uma medida mais dura contra as bets. Em reunião no Palácio do Planalto, ele disse que há dois textos prontos e que o encontro com entidades ajudaria a definir a assinatura de uma decisão.
“Eu acho, companheiros, que nós temos que tomar a decisão mais drástica”, declarou Lula. O presidente criticou a capacidade de expansão das plataformas de apostas on-line e afirmou que os danos provocados por elas avançam mais rapidamente do que eventuais benefícios.
Lula não revelou o conteúdo dos dois textos, nem informou qual instrumento jurídico o governo pretende usar. Ele também não disse que proibirá as bets, embora tenha defendido, em sua posição pessoal, o fim das plataformas por considerá-las prejudiciais à sociedade.
Ao encerrar o encontro, o petista disse que não queria decidir apenas com seus ministros e buscou ouvir representantes de diferentes setores. “Hoje vocês deram um norte para que a gente possa tomar a decisão. Já tem dois textos da decisão tomada. Faltava esta reunião para que a gente possa assinar e tomar uma decisão”, afirmou.
➡️ APOSTAS | Lula defende tomar “decisão mais drástica” em relação a bets pic.twitter.com/bpAPqOtRxd
— Metrópoles (@Metropoles) September 1, 2026
A reunião reuniu organizações religiosas, entidades empresariais, representantes da área da saúde, da cultura e da defesa do consumidor. Empresas de apostas não receberam convite para participar do debate no Planalto.
Entre os participantes estavam a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, a Confederação Nacional da Indústria, a Federação Brasileira de Bancos, o Dieese, a Confederação Nacional do Comércio e o Instituto de Defesa de Consumidores.
Especialistas da Associação Brasileira de Saúde Coletiva, do Centro Clarice, do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde, do Instituto Alana e da Universidade de São Paulo também integraram a discussão. Lula citou impactos mentais e financeiros das apostas ao defender uma intervenção do Estado.
O setor cultural foi representado pelo rapper Emicida, pela produtora Paula Lavigne, ligada ao movimento “Block no Tigrinho”, e pelo influenciador Yuri Zero, conhecido como Melted. Após a reunião, o governo ainda não divulgou quando apresentará os textos nem quais regras pretende alterar para as plataformas.