Trump sinaliza mudança de posição dos EUA na luta da Argentina pelas Malvinas

Donald Trump Javier Milei
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump, e o presidente argentino, Javier Milei. Foto: Jonathan Ernst/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (31) que reavalia a posição de Washington sobre a soberania das Ilhas Malvinas, arquipélago do Atlântico Sul administrado pelo Reino Unido e reivindicado pela Argentina. O republicano não anunciou qualquer mudança formal na política externa americana.

Questionado no Salão Oval sobre a disputa, Trump respondeu: “Eu sempre reavalio todas as posições. Essa é apenas uma entre muitas”. Ele não indicou se a revisão poderá alterar a postura dos EUA, que em geral evitam tomar partido sobre a soberania desde a guerra de 1982.

A posição pública dos Estados Unidos tem sido de neutralidade em relação à soberania, embora Washington reconheça a administração britânica de fato sobre o território. A fala de Trump não representou apoio explícito à reivindicação argentina nem uma transferência de respaldo diplomático a Buenos Aires.

O presidente argentino Javier Milei reivindica as ilhas para a Argentina. Uma possível alteração da posição americana apareceu, no início do ano, entre opções analisadas pelo Pentágono para pressionar aliados da Otan que não apoiaram operações militares dos EUA na guerra contra o Irã.

Conhecidas como Malvinas na Argentina e Falklands no Reino Unido, as ilhas têm 11.718 quilômetros quadrados e ficam a cerca de 600 quilômetros da costa argentina. Mais de 3 mil pessoas vivem no arquipélago, que abriga também uma base militar britânica.

Em 1965, a resolução 2.065 da ONU reconheceu a existência de uma disputa de soberania e convocou Argentina e Reino Unido a negociarem. Os britânicos defendem a autodeterminação dos habitantes, e os argentinos invocam o princípio da integridade territorial.

A guerra começou em 2 de abril de 1982, quando forças argentinas desembarcaram nas ilhas e tomaram a capital, chamada de Puerto Argentino pela Argentina e Port Stanley pelo Reino Unido. Após 74 dias de combates, a Argentina se rendeu em 14 de junho; cerca de 650 militares argentinos e 255 britânicos morreram no conflito.

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