Pesquisa mostra eleitores de Lula mais jovens e mais convictos

Nova pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta semana mostra um cenário eleitoral estável na disputa presidencial, com Lula se mantendo à frente. Nos recortes por segmentos, chamou atenção o crescimento de Lula entre os jovens. Além disso, os eleitores do presidente são os mais convictos de sua escolha.

De acordo com o levantamento, no primeiro turno com manifestação espontânea do eleitor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem seis pontos percentuais de diferença em relação a Flávio Bolsonaro (PL), com 38% a 31%.

Fonte: Pesquisa BTG Pactual/Nexus

Na sequência, mas bem distantes, aparecem Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) com 2% cada. Os que indicaram outros somam 4%; nenhum/branco/nulo ficou em 6% e não sabe/não respondeu (NS/NR) atinge 15%.

Quando testado o mesmo cenário, mas de forma estimulada, Lula vai a 41% ante 37% de Flávio. Depois surgem Caiado, 5%; Renan e Zema, 3% cada; Augusto Cury (Avante), 2% e Samara Martins (UP), 1%.
Nenhum/branco/nulo foi 5% e NS/NR, 3%. Os demais candidatos — Ruy Costa Pimenta (PCO), Hertz Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB), Wilson Grassi (Democrata) e Clariana Barão (DC) — não pontuaram.

Fonte: Pesquisa BTG Pactual/Nexus

Nos dois tipos de pergunta testados nesse cenário de primeiro turno, não houve variação relevante em relação ao levantamento anterior do mesmo instituto, divulgado no dia 17, quanto aos principais candidatos. A novidade no quadro nacional daquela para esta pesquisa é o início oficial da campanha, no dia 16.

Eleitores de Lula são mais convictos

Vale destacar a certeza quanto à escolha dos eleitores conforme as eleições passam a estar mais presentes no debate público, com o começo da campanha e a proximidade do pleito. A certeza de voto no cenário de primeiro turno estimulado atinge 80% dos entrevistados; outros 19% dizem que podem mudar e 1%, NS/NR.

A fatia dos convictos é maior em relação aos eleitores de Lula, representando 88% dos que dizem votar nele, contra 12% que podem mudar. No caso dos eleitores de Flávio, 86% disseram que não alterarão seu voto, ante 14% que podem mudar. Os eleitores menos convictos são os de Samara (71%), Cury (69%); Zema (57%) e Renan (47%).

Fonte: Pesquisa BTG Pactual/Nexus

Entre os que se dizem lulistas, a certeza do voto atinge 92% (era 87% em na pesquisa anterior). Já entre os bolsonaristas, a certeza da decisão do voto é de 86%, com queda de dois pontos. Dentre os que se colocam como não polarizados, 35% dizem que podem mudar de opinião, contra 65% que se dizem certos de sua escolha.

No caso do segundo turno com voto estimulado, o cenário mais plausível, entre Lula e Flávio, coloca o presidente com 46% e o senador com 45%; nenhum/branco/nulo são 8% e 1% NS/NR. A variação, quando os dados são comparados aos da pesquisa anterior, fica dentro da margem de erro (47% a 44%).

Fonte: Pesquisa BTG Pactual/Nexus

Recortes

Ao desdobrar a pesquisa por segmentos, a pesquisa aponta para algumas mudanças e manutenções importantes. As mulheres, por exemplo, ainda são majoritárias entre os eleitores de Lula, com pequena variação favorável ao presidente.

Considerando o primeiro turno estimulado, o voto feminino corresponde a 48% dos votos em Lula (antes eram 46%). No caso de Flávio, as mulheres são 31%, um ponto a menos ante os números anteriores.

O voto masculino, por sua vez, é maior entre os que preferem Flávio. Nesse grupo, eles correspondem a 43% (eram 41%); no caso dos que indicam Lula, eles são 36% (eram 34%).

As mulheres ampliam sua participação no percentual de votos em Lula no segundo turno, correspondendo a 52%, contra 37% para Flávio. Já os homens são 53% dos que dizem votar no senador e 39% dos que preferem Lula.

Na análise por idade, Lula ampliou sua vantagem na faixa dos 16 aos 24 anos. Do total de votos indicados ao presidente, eles eram 38% quando considerado o primeiro turno na pesquisa de 17 de agosto, passando para 49% agora; Flávio, que tinha 32% ficou com 23%. No caso do segundo turno, o presidente saiu de 46% para 58% dos votos dessa faixa entre uma e outra pesquisa.

Nas demais faixas, segundo a pesquisa de agora no primeiro turno, entre os 25 e os 40 anos, Lula fica com 36% e Flávio com 41%; dos 41 aos 59 anos, o placar é de, respectivamente, 40% a 38% e entre os que têm 60 anos ou mais, 47% a 35%.

No caso do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, na faixa dos 25 aos 40 anos, os percentuais são de, respectivamente, 41% a 50%; para os de 41 aos 59 anos, os índices são de 44% e 47% e nos de 60 ou mais, a fatia que vai com Lula é de 50%, ante 42% de Flávio.

Considerando o grau de ensino, Lula se mantém à frente entre as pessoas com menos anos de escolaridade. No caso do segundo turno, a pesquisa desta terça mostra Lula com 51% dos votos daqueles que têm ensino fundamental, ante 37% dos de Flávio. No caso do ensino médio, os percentuais são de 43% para Lula e 48% para Flávio, a mesma relação quanto ao superior: 43% a 50%.

Da mesma forma, os eleitores que preferem Lula estão majoritariamente entre os menos abastados. Levando em conta apenas o segundo turno e dentre os que manifestaram voto em Lula, 57% recebem até um salário mínimo, contra 29% no caso de Flávio. Outros 49% dos que preferem o presidente recebem até dois salários mínimos — eles são 40% no caso do senador.

O quadro se inverte a partir da faixa de dois a cinco salários mínimos. Neste caso, no grupo dos que votam em Lula soma 42%, ante 49% em Flávio. Com mais de cinco, os eleitores do presidente são 41% ante 53% do senador.

Na análise sobre o recorte religioso, a pesquisa aponta que, no segundo turno, dentre os eleitores de Lula, 48% são católicos, ante 43% de Flávio. Os evangélicos seguem majoritariamente com o senador, correspondendo a 59% de seus votos (no caso de Lula, são 33%).

O grupo de outras religiões são 48% dos votos em Lula e 42% dos em Flávio, enquanto os sem religião correspondem a 63% dos votos do presidente e a 24% dos do senador.

A pesquisa foi feita entre 21 e 23 de agosto, com 2.006 entrevistados de todos os estados. A margem de erro é de dois pontos e o nível de confiança de 95%. Registro da pesquisa no TSE: BR-09028/2026.

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