Com luz mais barata, prévia da inflação tem maior queda em 4 anos

Contas de energia. Foto: Reprodução

O IPCA-15 caiu 0,4% em agosto, informou o IBGE nesta quarta (26). A prévia da inflação registrou a primeira deflação em um ano e a maior baixa em quatro anos, impulsionada principalmente pelo desconto do bônus de Itaipu nas contas de energia elétrica.

A energia elétrica residencial ficou 6,25% mais barata no mês e retirou 0,26 ponto percentual do índice. O bônus distribuído aos consumidores após a apuração do saldo de comercialização da usina explica o recuo, mas o alívio na tarifa tem caráter temporário e tende a se reverter em setembro.

O resultado ficou abaixo da mediana de -0,32% projetada pelo mercado financeiro. Em julho, o IPCA-15 havia subido 0,06%; a última deflação ocorreu em agosto de 2025, quando o indicador caiu 0,14%.

Em 12 meses, a alta acumulada desacelerou de 4,52% em julho para 4,24% em agosto. A taxa ficou abaixo do teto de 4,5% da meta de inflação do Banco Central pela primeira vez desde abril.

Usina hidrelétrica de Itaipu. Foto: Divulgação

Passagens aéreas, combustíveis e alimentos também recuaram

O grupo de habitação teve queda de 1,41% e exerceu o maior impacto negativo entre os nove segmentos pesquisados. Transportes caíram 1%, com baixa de 13,3% nas passagens aéreas após altas de 7,24% em junho e de 11,7% em julho, período de férias escolares.

Gasolina, com recuo de 1,23%, e etanol, que caiu 3,63%, também ajudaram a reduzir os preços dos transportes. As passagens aéreas retiraram 0,12 ponto percentual do IPCA-15, atrás apenas do efeito da energia elétrica.

Alimentação e bebidas tiveram deflação de 0,57%, a segunda consecutiva. A alimentação no domicílio caiu 0,97%, com reduções de 27,38% no tomate, 25,14% na batata-inglesa, 17,05% na cenoura e 2,31% no café moído.

O leite longa vida subiu 3,41%, as frutas avançaram 3,11% e a alimentação fora do domicílio aumentou 0,42%. O IBGE divulga o IPCA cheio de agosto em 11 de setembro, enquanto o mercado projeta inflação de 5,02% para 2026, acima do teto da meta.

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