
Aliados do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL-SP), e o deputado estadual Guilherme Derrite (PP-SP) disseram que apoiam o fim da escala 6×1, mas defenderam cautela na análise da proposta. Os dois disputam uma vaga no Senado com apoio do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O debate envolve uma PEC que reduz o limite da jornada semanal de 44 para 40 horas e incentiva a transição para a escala 5×2, com cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem corte salarial.
André do Prado participou de uma sabatina da Jovem Pan na quarta (26). Derrite respondeu a perguntas no mesmo evento, na segunda (24). Ambos defenderam que empresários, trabalhadores e outros setores participem da discussão antes de uma decisão do Congresso.
O presidente da Alesp afirmou que a mudança pode ampliar o tempo de convivência dos trabalhadores com suas famílias. Ele também citou o risco de prejuízos à atividade produtiva e de demissões se o texto não considerar os efeitos sobre as empresas.

André do Prado e Derrite citam risco de desemprego
“Nós temos que ser a favor, porém nós não podemos deixar que nós prejudiquemos o setor produtivo e depois você ter uma demissão em massa dessas pessoas”, afirmou André. Ele defendeu que o Senado promova um debate amplo com empresários e a sociedade civil.
Derrite declarou que votaria a favor da proposta, desde que o Congresso examine com cuidado os impactos sobre o mercado de trabalho. Para ele, a redução da jornada deve buscar qualidade de vida sem ameaçar postos de trabalho.
“A gente tem que fornecer essa qualidade de vida para o trabalhador sem uma escala abusiva e ao mesmo tempo não pode exagerar a ponto de aquilo que parece um ponto favorável se tornar taxa de desemprego”, disse Derrite.
O PL não se posicionou contra a PEC, mas integrantes da sigla e aliados de Flávio defendem que a votação fique para depois das eleições. A campanha do senador sustenta que uma alteração dessa dimensão exige discussão mais aprofundada antes da análise no Congresso.