
O Grupo Casas Bahia enfrenta exigências de pagamento à vista por parte de fornecedores e atrasos no aluguel de galpões enquanto aguarda uma decisão da Justiça de São Paulo sobre seu pedido de recuperação judicial. A varejista acumula dívidas de R$ 17,3 bilhões e iniciou negociações com grupos de credores para tentar preservar as atividades da empresa.
A prioridade nas discussões tem sido manter os estoques e garantir o funcionamento das lojas, diante da pressão sobre a operação comercial.
Fornecedores suspenderam entregas de mercadorias e passaram a negociar pagamentos antecipados para realizar novos fornecimentos.

Ações de despejo e ajustes nas entregas pressionam operação
Também há ações de despejo em imóveis alugados que abrigam unidades da companhia, em meio aos atrasos nos pagamentos de aluguéis de galpões.
Em nota, a Casas Bahia afirmou que “segue operando normalmente” e disse que atua de forma preventiva para reduzir “eventuais impactos pontuais no abastecimento e nas entregas”.
Entre as medidas adotadas pela empresa está o ajuste dos prazos de entrega de parte dos pedidos feitos pelos consumidores.
A companhia disse que mantém diálogo com parceiros comerciais e fornecedores, que estariam reafirmando apoio à varejista, e afirmou trabalhar para assegurar as condições de continuidade da operação.