
O empresário Luiz Osvaldo Pastore (PL), primeiro suplente de Eduardo Gomes (PL-TO) na disputa pelo Senado, declarou R$ 677,7 milhões em bens ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e lidera o ranking de patrimônio entre os candidatos das eleições de 2026.
Pastore ficou famoso após usar um jatinho para levar o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), à final da Libertadores em Lima, no Peru, em novembro de 2025. Augusto Arruda Botelho, advogado de um dos diretores do Banco Master, também estava no voo.
No mês seguinte à viagem, Toffoli assumiu a relatoria do caso Banco Master no STF. O ministro deixou a função em fevereiro deste ano, após o desgaste provocado por notícias sobre a compra de um resort da família no Paraná por um fundo ligado ao empresário Daniel Vorcaro.
O jatinho não consta na declaração de bens apresentada pelo empresário ao TSE. A Agência Nacional de Aviação Civil registra a aeronave em nome da Ibrame, uma das empresas de Pastore.

Investimentos concentram patrimônio declarado ao TSE
A maior parcela dos R$ 677,7 milhões declarados está em investimentos, aplicações financeiras e participações empresariais. Pastore atua no setor metalúrgico e mantém sociedade em ao menos oito empresas.
Entre os itens informados à Justiça Eleitoral, ele declarou R$ 12,9 milhões em objetos, móveis e obras de arte, além de uma casa avaliada em R$ 2,9 milhões. O empresário também registrou R$ 3,35 milhões em conta-corrente e R$ 256,5 mil mantidos em contas no exterior.
Pastore incluiu R$ 145,4 milhões em empréstimos na relação patrimonial. O valor declarado representa avanço em relação a 2022, quando concorreu como suplente de Flávia Arruda ao Senado pelo Distrito Federal e informou R$ 453 milhões em bens.
O empresário exerceu temporariamente o mandato de senador pelo Espírito Santo entre 2019 e 2022, durante a licença da senadora Rose de Freitas (MDB). No ranking elaborado a partir das declarações entregues ao TSE, Antídio Lunelli (MDB), candidato ao Senado por Santa Catarina, aparece em segundo lugar, com R$ 613,2 milhões, seguido pelo governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), com R$ 575,6 milhões.