
Teremos uma manchete como esta da Folha online por dia, até o fim da eleição. Esta foi publicada na noite da quinta-feira:
“Lulinha tinha ‘comunhão de interesses econômicos’ com lobista que negociava contrato no governo Lula, diz PF”
Não acharam corrupção, não acharam dinheiro, não acharam mordida de R$ 62 milhões para fazer filme e não encontraram de novo nada que resulte em indícios, evidências ou provas, nem casa comprada com dinheiro vivo.

Mas acharam comunhão de interesses. Esse trecho, que seria de relatório da PF, que a Folha diz ter sido obtido pela Veja, é para cursinho rápido sobre como fazer ilações:
“Os elementos reunidos indicam que Roberta atuou de forma sistemática na interlocução de interesses relacionados ao mercado do canabidiol junto a integrantes do Ministério da Saúde e do gabinete presidencial, tendo Fábio Luís Lula da Silva aparentemente acompanhado ou impulsionado determinadas tratativas.”
Tendo aparentemente acompanhado ou impulsionado determinadas tratativas. Aparentemente, o tom é de um relatório de arapongas, e não de investigadores da PF. Mas só aparentemente.
Outra informação é a de que Fábio Luis teria sido “beneficiário indireto” da ação de Roberta, também segundo o relatório vazado para a Veja. Amanhã tem mais.
O relatório atribuído à PF parece artigo de colunista lavajatista da Folha produzido pela Inteligência Artificial.