Grupo neonazista que planejava atentado nas eleições pode ser alvo do TSE; entenda

Itens apreendidos com grupo neonazista. Foto: Divulgação

O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) pediu à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal que avalie encaminhar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) elementos da Operação Rede Interrompida ligados às eleições de 2026. O conselho também solicitou informações sobre a investigação que apura um grupo extremista com conversas sobre ações em Brasília durante o período eleitoral, segundo a coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo.

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a operação contra investigados de 19 a 31 anos suspeitos de usar canais no Telegram para difundir conteúdo neonazista, antissemita e misógino, recrutar participantes e discutir ações violentas. Os alvos da apuração estão em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

As conversas identificadas pela investigação tratam de uma mobilização na capital federal e incluem planos de invasão de prédios públicos, escolha de alvos, treinamento tático e compartilhamento de mapas e plantas de edifícios públicos.

Os investigadores também encontraram referências a manuais para a fabricação de explosivos. O material motivou o pedido do CNDH para que os órgãos de segurança esclareçam se existem planos de ataques contra instituições públicas e autoridades eleitorais.

Policial Civil durante a Operação Rede Interrompida. Foto: Divulgação

CNDH cobra medidas para proteção das eleições de 2026

Em ofício enviado ao secretário de Segurança do DF, Alexandre Rabelo Patury, o CNDH afirmou que os indícios podem ameaçar a normalidade do processo eleitoral. O documento questiona o estágio das apurações e as providências adotadas para proteger as eleições.

O conselho pediu ainda dados sobre ações coordenadas entre os órgãos de segurança diante das suspeitas. A solicitação inclui a avaliação sobre o envio do material ao TSE, que poderá decidir por medidas dentro de suas atribuições de defesa do processo democrático.

A presidenta do CNDH, Ivana Leal, e o conselheiro Carlos Nicodemos assinam o documento. O segundo responde pela relatoria especial de enfrentamento ao discurso de ódio, extremismo e neonazismo no colegiado.

Caso a Secretaria de Segurança do Distrito Federal remeta os elementos ao tribunal, caberá ao TSE analisar as informações reunidas pela Operação Rede Interrompida e definir eventuais providências relacionadas ao pleito de 2026.

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