Prerrogativas compara casos de Lulinha e Flávio Bolsonaro e denuncia dois pesos e duas medidas

Vídeo do Prerrogativas em defesa de Fábio Luis da Silva. Reprodução

O grupo Prerrogativas defendeu Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e acusou a existência de dois pesos e duas medidas na comparação entre a apuração sobre o filho do presidente Lula e suspeitas que envolvem o senador Flávio Bolsonaro. A manifestação ocorreu após a repercussão de uma reunião entre Lula e o advogado Marco Aurélio de Carvalho, um dos fundadores da entidade.

Em publicação conjunta no Instagram, o grupo afirmou que Lulinha sofreu perseguição política e vazamentos ilegais. “O sigilo bancário de Lulinha foi quebrado ilegalmente na CPMI do INSS, a imprensa teve acesso aos extratos no mesmo dia — e, no fim, não se encontrou absolutamente nada de ilegal. Nenhuma ligação com as fraudes. Zero. O que era para ser investigação virou escândalo de vazamento”, declarou.

A CPMI do INSS aprovou em fevereiro a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha, em uma votação que parlamentares governistas contestaram. A medida buscava apurar uma possível relação com fraudes contra beneficiários do instituto.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou posteriormente a quebra dos sigilos. A defesa de Lulinha sustenta que os dados obtidos não apontaram recebimento de recursos desviados do INSS.

Grupo cita mansão e caso das rachadinhas de Flávio Bolsonaro

Ao comparar os casos, o Prerrogativas mencionou suspeitas que já atingiram Flávio Bolsonaro. A entidade citou a compra de uma mansão de cerca de R$ 6 milhões em Brasília, o caso das “rachadinhas” no antigo gabinete do senador na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e relações de ex-assessores com integrantes de milícias.

“A pergunta que fica: quando a perseguição política tem endereço certo, quem está mesmo sob investigação real?”, questionou o grupo. A publicação associou essa crítica ao tratamento dispensado a Lulinha depois da divulgação dos dados bancários.

Marco Aurélio de Carvalho, que integra a defesa de Lulinha, reuniu-se com Lula na noite de quarta-feira (19), no Palácio da Alvorada. Fernando Haddad também participou do encontro, que não constava na agenda oficial e havia sido marcado para discutir a campanha paulista.

As investigações sobre Lulinha também entraram na conversa. Lula afirmou que o filho deve prestar todos os esclarecimentos e ficar à disposição da Justiça, sem tratamento privilegiado, enquanto Carvalho levou ao presidente reclamações sobre vazamentos de informações de inquéritos que tramitam sob sigilo no STF.

Artigo Anterior

Grupo neonazista que planejava atentado nas eleições pode ser alvo do TSE; entenda

Próximo Artigo

Mendonça derruba vídeo de IA com Flávio Bolsonaro e Vorcaro

Escrever um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter por e-mail para receber as últimas publicações diretamente na sua caixa de entrada.
Não enviaremos spam!