
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) não participou do primeiro debate presidencial de 2026, promovido pela Band em 23 de agosto, e publicou nas redes sociais um vídeo com ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador afirmou que pretendia confrontar o atual governo, e não os candidatos presentes no estúdio.
“Os que vão debater hoje não são meus adversários. Eu respeito todos eles, mas eles definitivamente não são meus adversários. O meu adversário é quem tá no poder e tá destruindo o Brasil”, disse Flávio. Ele também afirmou que queria “debater com quem está destruindo o Brasil”.
O vídeo tá um pouco longo, mas é importante que você assista até o final! #FlavioBolsonaro #Vote22 #Bolsonaro #OBrasilVaiVencer pic.twitter.com/kaOZFTMRE7
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) August 24, 2026
Participaram do debate Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). Lula e Romeu Zema também não compareceram ao encontro organizado pela emissora.
Flávio concentrou as críticas no custo de vida, no endividamento de famílias e empresas e na redução da quantidade de produtos vendida em algumas embalagens. O candidato acusou o governo Lula de elevar impostos para financiar os gastos públicos.

Investigação citada e propostas de Flávio Bolsonaro
O candidato também mencionou investigações da Polícia Federal envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por suspeitas de tráfico de influência e corrupção. Flávio usou o caso para direcionar os ataques ao presidente durante a transmissão do debate.
Ao apresentar suas propostas econômicas, Flávio chamou de “tesouraço” a promessa de cortar gastos públicos, impostos, burocracia, decretos e portarias. Ele não detalhou no vídeo quais despesas ou tributos pretende reduzir.
Na segurança pública, o candidato defendeu leis penais mais rígidas para integrantes de facções criminosas, trabalho de presos para custear a permanência no sistema penitenciário e maior respaldo jurídico para policiais.
Flávio também adotou a pauta religiosa como parte da campanha. Ele disse que “Deus, pátria, família e liberdade” são fundamentos de vida, e não apenas slogans, e afirmou que um de seus primeiros atos na Presidência seria “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”.