
O que a grande imprensa não vai admitir, até porque atribuiu a decisão de ontem do TSE a uma vitória de André Mendonça, é que a sessão de 14 horas foi uma das mais vergonhosas da história da Justiça Eleitoral, e sob o aval dos jornalões.
Foi uma vitória pessoal de um humorista contra uma estrutura contaminada pela extrema direita. Teria sido a vitória de Antônio Tabet e do riso, contra um ministro censor, se ainda fosse possível rir disso tudo.
O sistema de Justiça não sabe lidar com as agressões às mulheres, a negros e a gays nas redes sociais, mas foi rápido para censurar e voltar atrás por medo do poder de escracho de um humorista.

Um dia constrangedor para o ministro que teve de recuar e para toda a imprensa, que passa a defender a censura, desde que amordace manifestações antifascistas. Tabet foi poupado, mas não o brasileiro comum que denuncia a perseguição religiosa.
O caso Tabet passa a ser um episódio exemplar de subserviência ao poder do bolsonarismo, com a participação de organizações de mídia acovardadas e acumpliciadas com famílias milicianas.
Está sendo agredida todos os dias pela grande imprensa a memória de jornalistas que resistiram à ditadura dentro das redações e empurraram à força seus chefes e seus patrões para a luta pela democracia.