TSE faz interpretação de texto e constata: ninguém sabe quem é a família miliciana. Por Moisés Mendes

Kassio Nunes, presidente do TSE, e André Mendonça, vice. Foto: reprodução

O que a grande imprensa não vai admitir, até porque atribuiu a decisão de ontem do TSE a uma vitória de André Mendonça, é que a sessão de 14 horas foi uma das mais vergonhosas da história da Justiça Eleitoral, e sob o aval dos jornalões.

Foi uma vitória pessoal de um humorista contra uma estrutura contaminada pela extrema direita. Teria sido a vitória de Antônio Tabet e do riso, contra um ministro censor, se ainda fosse possível rir disso tudo.

O sistema de Justiça não sabe lidar com as agressões às mulheres, a negros e a gays nas redes sociais, mas foi rápido para censurar e voltar atrás por medo do poder de escracho de um humorista.

Flávio, Carlos, Jair, Eduardo e Jair Renan Bolsonaro. Foto: reprodução

Um dia constrangedor para o ministro que teve de recuar e para toda a imprensa, que passa a defender a censura, desde que amordace manifestações antifascistas. Tabet foi poupado, mas não o brasileiro comum que denuncia a perseguição religiosa.

O caso Tabet passa a ser um episódio exemplar de subserviência ao poder do bolsonarismo, com a participação de organizações de mídia acovardadas e acumpliciadas com famílias milicianas.

Está sendo agredida todos os dias pela grande imprensa a memória de jornalistas que resistiram à ditadura dentro das redações e empurraram à força seus chefes e seus patrões para a luta pela democracia.

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