Trump confirma que rejeitou proposta iraniana para pôr fim à guerra

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Patrick B. Ruddy/Casa Branca

Donald Trump confirmou neste sábado (26) que rejeitou uma proposta do Irã para reabrir o Estreito de Hormuz e interromper os combates no Oriente Médio. Questionado por jornalistas na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos foi direto: “Eu rejeito a proposta deles. Rejeitei o acordo deles”. A declaração foi dada em coletiva de imprensa após a Reuters revelar os detalhes da negociação.

A proposta iraniana havia sido apresentada durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, e transmitida aos estadunidenses por mediadores do Qatar. Segundo Teerã, o acordo abriria uma contagem regressiva de sete dias para a reabertura de Hormuz e para uma interrupção das hostilidades na região.

Trump afirmou que o Irã tenta chegar a um acordo porque enfrenta dificuldades econômicas. “Eles querem fazer um acordo para abrir o Estreito de Hormuz imediatamente porque estão perdendo muito”, declarou. O governo estadunidense mantém um bloqueio econômico contra o país como forma de pressionar Teerã a liberar a passagem marítima, fundamental para o comércio internacional de petróleo.

O chanceler iraniano Abbas Araqchi afirmou que, caso Washington aceitasse a iniciativa, os dois lados poderiam iniciar negociações mais amplas sobre temas de interesse comum. O programa nuclear iraniano poderia entrar nessas conversas, mas uma autoridade de Teerã disse à Reuters que o país não pretende abrir mão do direito ao enriquecimento de urânio nem enviar para o exterior seu estoque de material altamente enriquecido.

A rejeição ocorre poucos dias depois de Trump ameaçar “aniquilar” o Irã durante a Assembleia Geral da ONU. Antes disso, ele já havia perguntado publicamente “quando eu explodo o país inteiro?” ao discutir as opções para pressionar o governo iraniano.

O Wall Street Journal havia informado, citando autoridades estadunidenses, que Trump também disse a assessores considerar provável uma nova campanha de bombardeios depois das eleições legislativas de novembro. A Reuters reproduziu essa informação, mas a eventual retomada dos ataques não foi anunciada oficialmente pelo presidente na declaração deste sábado. O conflito já provocou forte desgaste político nos Estados Unidos, onde a aprovação de Trump caiu a 32%, o menor nível de sua carreira política.

Apesar da recusa de Trump, os contatos não foram totalmente interrompidos. Autoridades estadunidenses disseram que as conversas conduzidas por intermediários continuam, enquanto o presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirma que Teerã aceita negociar, mas não sob “ameaças ou coerção”.

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